O Fernando Pimentel, né

Bom. Chegou a hora de falar do Fernando de novo.

Eu tive muita esperança com a eleição do Pimentel apesar dos pesares e explico: frente a decisão pouco sábia que o PSDB tomou para tentar manter o governo de Minas, francamente, Pimentel soava até como um alívio.

Imagina se no meio da bagunça a vida dá um revés e acabamos com o Fidélis governador de Minas? O Pimentel pelo menos dava a entender que tinha um brilho nos olhos. Pode não ser assim pra quem olha números e pensa tendências, mas pra pessoa comum, bem. O Pimentel tinha um brilho nos olhos de quem queria tentar (coisa que o Pimenta não conseguia ter porque é complicado exigir brilho nos olhos de gente que muitos achavam que estava morto*).

Toda vez que o Pimentel se mostra petista demais eu ainda me assusto. Ele disfarçava tão bem. Você podia colocar o Pimentel na frente de qualquer cidadão de bem que, distraído, te diria que ele era do PTB ou alguma coisa menos comprometedora. Mas é petista. Segue a risca a cartilha. Num dia você acorda com sua gestão nomeando bandido. No outro censurando a imprensa que, pasme, acusava a gestão anterior de censurar. Vai dormir num dia com notícia que o Estado não tem uns trocados pra manter o Ballet Jovem do Palácio das Artes, porém o governador, que sempre encheu a garganta pra falar de cultura não tem nem tempo pra se preocupar com uma coisa dessas. A polícia pode bater na casa da sua senhora no dia seguinte.

O governo petista em Minas nasceu morto. Não tem como defender, apoiar ou sequer compreender boa parte do que tem acontecido (e vai continuar acontecendo, porque convenhamos, os petistas aprontam tanto na escala federal que quem tem tempo de ficar acompanhando o que Fernando Pimentel está fazendo — ou deixando de fazer, como no caso do famoso metrô).

Eu costumava recorrer a esse tuíte como alívio cômico pra quando tava particularmente difícil ser brasileira, mas com este governo aí ser mineira não anda tão mais fácil assim.