Do you remember a guy that’s been in such an early song

Pessoas morrem todos os dias. Em todos os lugares. Seja vítimas das guerras declaradas ou daquelas que não têm nem nome; seja de doença ou porque o corpo simplesmente viveu tudo que tinha para viver e se desligou.

As pessoas morrem. Todas. Sempre. Anteontem, hoje, amanhã e depois.

Mas há mortes e mortes. Aquelas que nos suscitam empatia. Outras que nos dão alívio. Para algumas pensamos: “O destino se cumpriu”, para outras: “Foi injusto”.

O que me parece é que poucos sabem que cada morte leva um pedacinho de nós. Seja de quem for. Leva um pouquinho daquela parte que nos faz acreditar que somos imortais. Enquanto ficamos aliviados com a morte dos maus, pois - glória, glória, aleluia - não há mal que dure para sempre; esquecemo-nos que a morte dos bons traz a mesma mensagem: não existe esse sempre.

O que fica é a lembrança do que existiu. Seja má ou boa. O que fica é aquilo que a existência dos que foram fizeram de nós. E lamentamos.

Se cada morte nos tira um pedacinho; cada existência nos ajuda a ser.

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