Mimimi
Creio que esse seja o termo mais esdruxulo para tentar deslegitimar o argumento de alguém. Algo comum na era pós moderna, onde deve se acreditar em tudo que se é dito, mesmo que aquilo não tenha o mínimo de embasamento, mas se sair da boca do “capitão”, deve ser a verdade absoluta. Olhe lá, me faça um favor e me construa um argumento com dados, consistente, algo que não tenha saído de uma página qualquer do Facebook ou de uma daquelas fake news que são disseminadas diariamente nos grupos de WhatsApp.
O fato é que esse termo, querendo ou não, acaba pondo em cheque a credibilidade da pessoa que talvez ficou horas pesquisando e fomentando sua tese a respeito de algo, simplesmente pelo fato de algumas pessoas preferirem acreditar numa fantasia que criaram em suas próprias cabeças. Acredito que nesse momento, a ação de algum estudioso seria de grande valia, afinal os anos passados na academia deviam servir para disseminar o conhecimento e não para guardar para si, ou simplesmente distribuir para poucos, por meio de publicações científicas. Para combater a era do “mimimi”, os tais estudiosos deveriam começar a pensar em publicações nos meios de massa, e assim talvez começassem a acreditar menos em atrocidades como a terra plana.
Deveriam nutrir uma geração que tem preguiça por procurar conhecimento em livros. Vão para a internet, falem, contestem. O “mimimi” nada mais é que uma forma de alienação que deve ser combatido. Sinceramente, devemos repensar a forma como estamos lidando com isso, devemos nos unir e achar formas de acabar com todo esse surto coletivo do “mimimi”. Ignorar os fatos não é uma opção.
