De distração à recurso
Uma conversa honesta sobre ganhar dinheiro pela internet, sem pedir o seu e-mail no final.
Quando a gente quer uma vida diferente, a falta de dinheiro muitas vezes é um obstáculo bem concreto e difícil de superar.
Apesar de eu nunca ter falado sobre grana aqui no Medium, acho que é importante tocar no assunto, já que maioria de nós ou tem um emprego que mal paga as contas do mês, ou sequer tem emprego algum. Aí a questão “como eu vou melhorar minha vida se não tenho dinheiro?” é inevitável.
Até o final desse post, você não vai ter uma fórmula completa para ganhar dinheiro na internet, mas se nunca quis se arriscar nisso, ou acha que é impossível, talvez possa mudar de ideia.
E prometo que quando você chegar lá não vai encontrar uma caixinha colorida pedindo seu e-mail.
Bom, eu produzo conteúdo pra internet desde 2010, quando tinha 16 anos.
Na época, eu nem sabia o que era “produzir um conteúdo”, criei um blog sobre futebol com um amigo de colégio só porque a gente achava que ia ser bacana, durou um ano e teve uns 100 mil acessos.
Essa foi uma das experiências mais importantes na minha vida, porque com ela aprendi a ver a internet de uma forma diferente — mais do que um lugar onde eu podia ler e assistir coisas legais, descobri que eu podia fazer as pessoas irem de um lugar pra outro, e ganhar dinheiro com isso.
Consegui seis dólares, que nunca pude sacar porque o sistema de pagamento exigia ter acumulado pelo menos cem.
Quando você parar de rir do valor eu continuo a conversa…

Ainda mais importante foi desenvolver a mentalidade de que eu poderia usar a internet para chamar a atenção das pessoas — algo que nunca saiu da minha cabeça nesses oito anos.
O projeto seguinte foi um site de notícias sobre a minha cidade natal. Chegou a ter mais de 5 mil seguidores no Facebook — sendo que a cidade tem apenas 40 mil pessoas, e na época deveria ter umas 10 mil contas no face.
E em 2014 foi quando eu finalmente comecei a ganhar dinheiro na internet. E a primeira coisa importante a dizer é que não foi um caso mágico de fortuna da noite pro dia.
Comecei investindo 50 reais e tendo um retorno de 120 no primeiro mês, reinvesti esse dinheiro de novo e de novo, até que um ano e meio depois estava operando com mais de 2.000 reais por mês em anúncios no Google, e tendo um lucro acima dos 5.000.
Eu e minha companheira conseguimos mobiliar um quarto, cozinha e sala com esse dinheiro. Até que a Google fez uma mudança que impediu os anúncios, a coisa toda desandou e a renda ficou em uns 400 reais por mês.
Pelo menos a gente tinha comprado tudo à vista e não ficou devendo um crediário nas Casas Bahia. 😃
Agora eu trabalho como freelancer, escrevendo para psicólogos, coaches, nutricionistas, etc.
É um universo novo se for comparado ao marketing de afiliados (ou à parte dele que conheci) e tem sido absurdamente prazeroso, ainda que eu trabalhe muito mais e, como estou começando na área, receba muito menos.
Agosto foi o primeiro mês em que consegui trabalhos, depois de quatro meses recebendo respostas negativas, e as coisas escalaram razoavelmente rápido — creio eu que depois do primeiro projeto e um comentário positivo as outras pessoas ganharam confiança no meu perfil.
Fechei esse mês com R$ 618,00 e cinco clientes — o que parece pouco se comparado aos 5 mil que recebia anteriormente, mas pra mim tem um valor imenso pelo que cerca esse trabalho; a sensação de saber que alguém valoriza meus textos ao ponto de pagar por eles tem um sabor incrível!
Além disso, eu consegui sair da minha zona de conforto em relação aos temas mais específicos que costumava abordar dentro do desenvolvimento pessoal, aprendi muita coisa e acumulei um bom material que pretendo organizar e compartilhar no Medium ao longo dos próximos meses.
E o que eu posso dizer sobre a internet como recurso, com base nessas duas experiências, é que isso é real: você pode ganhar dinheiro na internet.
Mas eu digo isso com ressalvas.
Pense nesse trabalho como qualquer outra habilidade no mundo — você pode ser DJ, desenhar ou atuar e se dar muito bem nisso, mesmo que não se torne o Martin Garrix, uma ilustradora da Disney ou um super astro de Hollywood.
E não tem nada de errado com isso, se o seu objetivo é ter mais tranquilidade por não ficar se preocupando todo dia sobre como pagar as contas.
Descubra seu próprio tempo.
Talvez você leve um mês pra alcançar os cinco mil que eu precisei de um ano e meio pra conseguir, ou talvez chegue em dois mil e descubra que vale a pena viver com isso em troca de nunca mais ter que pegar um ônibus cheio às 6h30.
Tudo depende do que você quer pra sua própria vida!
Espero que esse texto de ajude com uma perspectiva de alguém que trabalha pela internet há algum tempo e não está separando as melhores partes pra te convencer a comprar um curso.
Nada contra os cursos de marketing e quem os vende, até porque eu já estive no lado de lá; só acredito que seja importante compartilhar visões que vão além do texto de vendas.
Se você tem interesse em trabalhar pela internet, seja como emprego primário ou uma renda extra, e deseja conhecer mais sobre essa área, pode perguntar o que quiser aqui nos comentários.
Eu não sou nenhum professor, mas posso ser aquele cara gente boa do terceiro semestre que adora dar uma mão pros calouros (e você sempre encontra pelos corredores tomando um café 😊).
Ah, e se você ama criar conteúdo e quer ganhar algum dinheiro com isso, eu vou publicar um post na semana que vem falando mais sobre essa parte da minha experiência com a internet, e formas práticas de conseguir essa grana, seja com freelas ou com vendas.
Fica de olho! 👀
Um abraço, e até a semana que vem!
