Quem você é? Quem você quer ser?

Duas perguntinhas simples de fazer, mas que podem ser tão complicadas de responder.

Quem você é?

Não é incomum ouvir a resposta básica; que normalmente segue a fórmula “eu sou + profissão” e não costuma ir muito além disso.

Mas é só? Uma pessoa é apenas a profissão que ela tem? Ou, pelo menos, é nisso que ela acredita?

Se você é apenas uma profissão, então o que sobra para sua família? E seus amigos? E aquelas pessoas que ocupam um minuto no seu dia, pedindo uma informação, fazendo um favor, falando mal da política?

Quem você quer ser?

É provável que todas as pessoas queiram ser alguma outra. Talvez essa outra pessoa seja muito diferente, ou talvez seja apenas um ou outro detalhe que precisa mudar.

Alguém que lê mais, com mais tempo, mais forte, mais magro, mais bem relacionado, com mais dinheiro, mais… mais… mais…

Não tem problema. Querer algo é parte de ser humano, e é saudável quanto isso não te consome.

O que traz problemas pode ser a falta de medidas. Lê quantos livros a mais? Tem quanto tempo? Pesa quanto?

É difícil saber que conquistou, sem ter noção precisa do que quer.

Tá, mas e aí?

Bom, eu não tenho o direito (nem a falta de noção) de querer falar por toda a humanidade; mas eu acredito que responder bem essas duas perguntas é o primeiro passo para viver uma vida que traz paz.

Aquela paz de espírito que vai além da felicidade ou tristeza por conta do que acontece.

Se você não sabe quem é (onde está), e quem quer ser (onde quer chegar), nenhum caminho, nenhuma profissão, relacionamento ou experiência pode preencher esse espaço, que só o domínio sobre a verdade de si mesmo é capaz de trazer.

Quem você é?

Quem você quer ser?