Tempo de fazer valer a pena.

Aquele momento em que você vê fotos antigas e se pergunta onde eu estava com a cabeça para usar essa roupa, ou pq eu permitia que meu cabelo ficasse assim, e no fim se dá conta que os anos passaram e as coisas mudaram, e percebe que mesmo na época da foto, você não estava de acordo com a moda. Mas você não liga pq o que importa é o seu interior, nosso mundo atual liga muito para o exterior, liga para a mulher que tem o corpo mais sarado, liga para o cara que tem o físico mais em dia.... E vai deixando de lado o principal, quem nós somos. Quem você é? Com quem você tem se preocupado? O que você fez por alguém hoje? São perguntas que não vemos as pessoas se fazendo o tempo todo, muito pelo contrário estamos tão preocupados conosco, o nosso eu, eu, somente eu, nada mais do que eu. Um simples gesto, uma oração. Nela só está os muitos pedidos, carro, casa, dinheiro, uma barriga lipoaspirada espiritualmente. Um gesto solitario, silencioso, mas muito poderoso, vivemos em um tempo onde queremos muito, desbravamos lugares que não fomos, e nos sentimos conquistadores de terras, porém, disso só ficam as lembranças e fotos que nunca serão vistas mais que uma vez. Das conquistas, os louros, ficam para os que nada ajudaram e não darão valor. Com o que temos nos preocupado? O tempo não é amigo de ninguém! Afinal, quando mais precisamos, ele não está disposto a nós ajudar, pois enquanto pedimos para que ele passe devagar por não termos tempo, outros pedem que ele voe, nunca entraremos em total conformidade sobre como utilizar o tempo, pois, estamos em tempos de não termos tempo, dizem: precisamos remir o tempo, pois o tempo é precioso, não percamos tempo, o que é perder tempo? Tempo não se perde, apenas se utiliza mal. E como usamos nosso tempo? Na singeleza de uma oração? No canto de louvor em gratidão pela vida? Ou apenas correndo atrás de louros e podios das vida? Isso é bom, não pense que conquistar é ruim, mas o tempo passa para isso também, e é nas fotos antigas que percebemos que de nada muitas vezes valeu a longo prazo. E no fim, quando o corpo sem vida está, as mãos frias e brancas como cera se juntam, a imagem do Nazareno de braços abertos se torna consoladora, então nossos amigos, se os tivermos nos carregam para o fim. E os coveiros que nunca vimos nos enterram. E chegamos ao fim do nosso tempo, e das muitas horas passadas e conquistas humanas, nada levamos, somente as roupas que muitas vezes nem fomos nós que as escolhemos. Eis aí o fim do tempo! Diante disso, ao olharmos fotos antigas, vamos olhar e nos perguntar: O que fiz da minha vida? Valeu a pena? Só não vale chorar o leite derramado, pois o tempo só vai, não volta,mas ele nos permite fazer diferente, e o que erramos podemos aprender para fazer certo, e fazer que o nosso tempo aqui valha a pena.

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