Sensacional seu texto, Amanda! Traduz muito do que penso a respeito desse triste acontecimento envolvendo o Medgrupo (a empresa que gerencia o Medcurso e outros cursos da categoria). Sou médica, já fiz o Medcurso e confesso o sentimento ultrajante que isso me causou. Digo isso porque, por estar pagando (leia-se: muito caro) pra ir no curso, parecia que eu era conivente com a situação. E o pior: filosoficamente eu estava sendo, sim. É difícil quando uma empresa sabe que, qualquer que seja o cunho do seu discurso, eles continuarão no topo, porque são os „melhores“ no que fazem – ou apenas no que se propõem a fazer. Abuso do poder mesmo, herança ibérica que nossa construção sócio-cultural deixou. Lembro até de muitos colegas (muitos, muitos), extremamente alienados (muitos, muitos), defendendo a postura do medcurso e chamando a menina de „mimimi“ na época. Mas aí já gera outra discussão…
Onde fomos parar.
