De quando se desperta de um sono profundo

“é apenas depois de perde tudo que somos livres para fazer qualquer coisa.” Club da luta.

Tenho o pé esquerdo inchado por uma lesão que não sei a origem. Minha mãe fala da maldição do pé esquerdo, meu pai havia quebrado o pé há dois anos e minha mãe há alguns meses descendo um batente em casa no mês de março desse ano. Hoje ela já está bem reculperada, deixou a cadeira de rodas e esta com moletas.

Quanto ao meu pé, ainda não sei o motivo do trauma. Talvez seja por conta de uma pisada em falsa durante uma caminhada com meus sobrinhos. Faz três dias que tenho dificuldades de caminhar. Depois da medicação no hospital, agora a noite está bem melhor. Fora isso apenas o que me incomoda é minha disposição de terminar meu trabalho final da faculdade. Não sei bem o que se passa comigo. Simplesmente não consigo sentar e escrecer, isso já faz duas semanas. Preciso enfretar essa barreira.

Tento buscar desesperadamente uma motivação para isso, mas é como se eu tivesse duas pessonalidades, horas amo muito o tema do meu trabalho e sinto-me muito orgulhoso por está fazer isso. E a outra personalidade acha que não mereço isso, que sou um fracassado que não adiantar nada fazer um trabalho desse que não vai ajudar o mundo. Que as pessoas precisam se fuder para aprender com os erros que os noticiários e a história mostram que o mal sempre prevale. Não consigo acreditar em Jesus, em Bunda, em Maomé, ném na ciência e nem na razão humana.

No fundo sofro um conflito e acho que isso foi motivado por minhas decepções nas escolhas que fiz. Não acredito nelas por que sinto-me um azarado e não tenho mais tempo para reverter a cituação. Resumindo sinto-me um frustado e tudo que toco apodrece e vira pó. Tenho medo de sair de casa e que vou fazer mal a todas as pessoas que estão a minha volta.

É muito triste se pegar assim escrevendo tudo de ruim que pensa sobre você. Mas de uma certa forma eu precisava deixar que essa outra minha personalidade fizesse isso e que não vivesse em minha vida como um simulacro. É fato que criei e para isso acaba eu preciso desconstrir todos os argumentos.

Não faço tanto mal as pessoas assim como eu imagino. Mas também não sou um monge que ajudo a todos. Tenho algo bem mediano com os outros, acredito que o problemas estava na vaidade de em me vêr como uma pessoa boa e para isso sacrificava-me a um ponto de alimentar uma beleza que queria construir em mim. Mas perdia o controle no momento que queria controla tudo de uma forma desordenada.

Meu trabalho é bom, mas não é o melhor da histório. Apenas preciso me colocar no contextos social e histórico que vivo e encontrar uma motivação para isso. Quanto a crênça, no fundo eu acredito na ideia de Jesus, é uma histórica boa e motivado, é uma aposta, e precisamos ter esperança e viver sonhando. E isso vale tanto para Bunda como para Mamoé e a ciência.

É natural está confuso, tenho 37 anos e estou falido e não tenho familia nem filhos. E isso para mim é uma dor muito grande. Mas as coisas podem ser revertidas. Sempre existe uma saida e acredito que o caminho está dentro de mim. Combater meus conflitos, minhas incertezas. Antinatural é você permanecer nesse lugar sem reagir, sem enfrentar. Está na hora de sair desse lugar.

Todo dia e toda hora pode ser um recomeçor eu posso ainda ser o senhor e capitão do meu barco. Eu posso ser o roterista da minha vida. Como quero que acabe o meu dia? Como eu quero que seja as próxima duas horas? Qual será meus próximos passos?

A melhor coisa que fiz foi ter vindo passar esse tempo com meus pais, tenho aprendido toda uma vida com eles nesses meses. Minha mãe me mostrou como o que seria seu paraiso em terra e ela acredita tanto nisso que está me motivando a ter uma nova visão de mundo.

No sábado pela amanhã eu acordei e fui para o seu quarto, ela estava na cama com todos os netos em sua volta disputando sua atenção e suas duas filhas contando piadas, meu pais estava na cozinha fazendo o café e um cuzcuz. Meus sobrinhos se apertaram e abriram espaço para eu entrar no meios deles e ficamos ali falando mais do mesmo até minha mãe sair para o banho. Apesar de ter mecionado um conflito que vivo e uma aparente bipolaridade quando me descrevo persimista, sinto-me acordando de um sono profundo.

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