Amnésia Progressista

Fundições hereditárias,
rebocos caídos.
As sombras de uma casa vazia,
pequenos detalhes perdidos.

Era massa, barro e madeira;
passou à pá, dinamite e explosão;
Agora é argamassa, cimento e ferro;
mais andares, elevadores, “evolução”.

É o progresso de plantas sustentáveis
nas esquecidas estruturas fantasmas.
Amnésia de histórias lendárias,
sumiço em tempos rentáveis

Rua Chile, Comércio, Pelourinho,
Carlos Gomes, Av. Sete, Praça Castro Alves,
Calçada, Roma, Ribeira,
Dois de Julho, Aflitos, Piedade…

Sanção Maia

*Essa poesia está na Segunda Edição do Fanzine Cafeína. Lançado em março de 2012.