Cresce a saída de capitais brasileiros para o exterior

O volume de capitais brasileiros aplicados no mercado internacional alcança o surpreendente volume de 25% do PIB nacional ($1.981 trilhões em dólares), $ 498 bilhões de dólares, declarados oficialmente segundo levantamento do Censo de Capitais Brasileiros no Exterior, do Banco Central do Brasil.

Este levantamento leva em consideração investimentos declarados por pessoas físicas e por empresas no Exterior. Este fluxo indica uma expansão ao longo dos últimos anos de XX.

Algumas variáveis merecem ser analisadas para compreensão do que estes números representam para a realidade brasileira.

Em 2007, o volume aplicado no mercado internacional era de $200 bi de dólares, 11 anos após alcança $498 bi, destacados 149% no período ou 13,5% anualmente.

Outra informação relevante, o número de investidores no período evoluiu de 16.105 (14.228 pessoas fisicas e 1.877 pessoas juridicas) em 2007 para 60.301 em 2018 (55.757 pessoas físicas e 4.544 empresas).

Na distribuição dos investimentos, $386 bi em investimentos diretos, dos quais $357 bi em companhias estrangeiras. Operações em carteiras de investimento somam $40 bi. Em mercado de derivativos somam $1 bi. O saldo está aplicado em créditos comerciais, empréstimos e em moedas estrangeiras.

Aparentemente pode transparecer que este movimento reflita um ambiente de segurança e prosperidade econômica nacional provocando diversificação dos investimentos empresariais e das pessoas físicas nos mercados de capitais internacional o que de fato é representativo, mas na realidade, quando uma economia passa por turbulências econômicas que ameacem sua segurança e a confiança nos investidores brasileiros reflete-se numa maior propensão para a exportação de capitais declarados e não declarados para o exterior. Estimativas extra oficiais indicam que o estoque de capitais não declarados representam outros $500 bi circulando informalmente no Exterior.

A instabilidade política, socio e econômica no país influência tanto o mais ou tanto menos as intenções das pessoas físicas e jurídicas mais aquinhoados a repensarem e investirem seus capitais para fora do país.
Este movimento de capitais fragiliza a economia brasileira que se ressente da oferta de capitais, reduz os investimentos produtivos, reduz o crescimento do PIB nacional, reduz a oferta de empregos e reduz a geração de renda em terra Brasilis.
Mais um indicador que deve permear a cabeça dos candidatos ao cargo máximo no país, pois a permanecer ou se deteriorar o ambiente econômico, a deterioração na realidade socioeconômica assumirá proporções preocupantes para toda a nação.