População em situação de rua em São Paulo

Em tempos de obscurantismo, higienismo social, de restrição de direitos trabalhistas e a própria previdência pública, se faz necessário uma cartografia de direitos humanos que represente no espaço o lugar dos vulneráveis.

Nesse post demonstramos a espacialização da população em situação de rua na cidade mais rica do país, apesar de sua riqueza material São Paulo está longe de apresentar uma rede de proteção social satisfatória aos seus habitantes. Os dados são de atendimento à população em situação no ano de 2016 entre os meses de maio e outubro. Existem 169.583 registros, no entanto uma pessoa pode ter sido atendida mais de uma vez. O campo de código do usuário apresenta 39.081 registros únicos, no entanto há dúvidas quanto a sua consistência. Com essas ponderações trabalharemos com a visualização da base de atendimentos em sua totalidade.

Densidade de atendimentos para mulheres

Desses registros 14% são de pessoas do sexo feminino e 86% do masculino. Para homens e mulheres a faixa há uma concentração na faixa etária entre 30 e 45 anos.

A população em situação de rua se concentra entre 30 e 45 anos para ambos os sexos.

Os logradouros que concentraram o atendimento a essa população foram:

A gestão Doria revogou partes importantes do decreto n. 57.069, de 2016, permitindo que sejam subtraídos itens pessoais como cobertores, colchonetes e barracas representando assim um grave retrocesso. As ações de zeladoria do “Cidade Linda”, trata itens de sobrevivência de quem não tem casa como lixo.

Essa política higienista, o desemprego, a precarização do trabalho e a restrição ao acesso a previdência pública colaboram para a piora nas condições de vida das pessoas em situação vulnerável.

Acesse o mapa na internet em:

https://sandrovaleriano.carto.com/viz/59eaa8e2-28a6-11e7-bd5d-0ee66e2c9693/embed_map