As mentiras da vida adulta

Pageholder by Chalermphol Harnchakkham

Quando eu era mais nova, achava que dirigir era mágico e que quando eu entrasse na autoescola eu teria uma revelação. É óbvio, nada disso aconteceu. Não tinha mágica nenhuma ali. E a parte chata é que não foi só com as aulas de carro que me decepcionei. Quase tudo na vida adulta era uma tremenda mentira.

Eu acreditava que quando me tornasse adulta, teria revelações e certezas que nunca tive acesso quando era adolescente. Eu queria acessar aqueles segredos e tinha que ser logo.

A primeira vez que realmente senti que já não era mais adolescente, eu senti um alívio impressionante por ter certeza de quem eu era. E isso pra mim não tinha preço. Mas o que eu não esperava, era que anos depois outras dúvidas iriam pairar na minha cabeça. O que fazer comigo depois de descobrir quem eu era. Eu, sinceramente, não faço a menor ideia do que estou fazer com a minha vida. Passei a simplesmente viver, porque entender já seria outra coisa bem diferente.

Isso tudo aqui deveria ter um manual, certo? Nós não deveríamos estar compartilhando o grande segredo da vida? Comentando grandes revelações e tudo mais? Não? Não mesmo. Ser adulto não torna as coisas mais fáceis de entender. Acho que, ou ninguém compartilhou comigo ou estamos todos fingindo que sabemos das coisas.

É frustrante perceber que já poderia ter sido feliz na adolescência, porque boa parte do que eu sou agora existia naquela época. As coisas que gostava apareciam lá atrás. Talvez só me faltasse um pouco de autoconfiança.

Sabe, a vida realmente é muito curta pra gente esperar pra ser feliz. É clichê, mas ele só existe porque é verdade. Todos os dias — os ruins, os bons, os esquecíveis — fazem parte da vida, mesmo que se pareçam com uma espera. Então, por que esperar pra viver?

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