A paz de estar em paz

Afinal, como encontrar a paz? O estado de virtude onde as pessoas finalmente se sentem completas e leves? Isso é realmente possível, e se for, qual o caminho?

Existem zilhões de respostas para estas perguntas, mas eu vou responder dos lugares que eu conheço — primeiro, o meu; segundo, o da minha gêmea.
As duas versões de mim (ou as duas versões da gêmea) concordam que a paz está na plenitude. É quando o estado de amor é profundo e verdadeiro, é quando a necessidade de ser é muito maior que a de ter, e o sentir se torna muito mais real do que ideal. É quando o encontro com si (ou com Deus) finalmente acontece.

As duas também concordam que um encontro é necessário, algo nesse caminho foi perdido, e talvez esse final seja Deus. Pra mim o encontro é consigo mesmo. Com aquela voz que grita dentro de você (e que você quase nunca ouve), aquela voz que te diz o que fazer mais você não obedece (de quem será essa voz?).

Tenho repetido muito ultimamente que precisamos aceitar nossas fraquezas e respeitas nossos sentimentos, só assim atingimos um estado em que as coisas ficam bem de verdade. Já ela acha que o caminho para chega a Deus, ou ao encontro de si, é Jesus. Como não enxergar Jesus como sendo a maior expressão viva do amor? O amor é a melhor forma de encontrar a paz ideal e o estado de plenitude. Como não seguir um caminho de amor para realmente encontrar o caminho?

O amor e o encontro de si, juntos são capazes de mover montanhas. Clichê, mas verídico. Porque afinal, qual seria a finalidade da vida se não fosse ouvir aquela voz que grita dentro de você tentando te mostrar que a felicidade é invisível? Essa voz é o seu Deus, é quem te guia e sabe de todas as coisas, é quem sabe do que você precisa e a voz que sempre vai te orientar as direções certas.

Mas no final das contas as duas dizem a mesma coisa, não é mesmo? Usamos palavras diferentes pra falar a mesma coisa, existe um caminho para plenitude que pode ser encontrado por você mesmo, por dois em uma relação, por uma família, e afins. A nossa amizade carrega a plenitude em si, construída pelas duas pessoas mais diferentemente iguais que podem existir. A plenitude te faz flutuar pelas ruas e perceber que a dor do outro é sua também. Que o que falta em alguém você pode suprir, e que amor demais nunca é ruim.