Carta ao amor

Conheço algumas formas de amor, a que mais gosto é o amor próprio. Já amei muita gente ao longo dos anos e continuo amando novas pessoas e renovando amores antigos. O amor é como um regente natural que guia as marés do meu mundo, mas esse post é para o amor que ainda está por vir.

Não estou te esperando, porque esperar, esperança e expectativa andam lado a lado no mundo, e são coisas que eu aboli da minha vida. Eu sei que você irá chegar um dia, mas não será meu: aboli pronomes possessivos também, mas acredito que saberemos nos reconhecer. Eu acredito muito que quando nos encontrarmos eu saberei que é você, e saberemos o que será de tudo isso.

Estará tudo bem quando você vier e tenderá a continuar tudo bem se você decidir ficar, eu sei que no final das contas você estará disposto a me amar, mesmo com todas as minhas oscilações de humor, com toda a minha instabilidade emocional, com todos os defeitos e todas as paranoias.

Sei que quando você chegar eu estarei bem melhor do que estou agora, e que você vai entender como as coisas funcionam por aqui: sem amarras, sem rótulos, sem roteiros, sem muitas explicações. Vai ser tão fácil que vai ficar difícil negar que é você, mas será. Será você, e serei eu. E saberemos, de alguma forma saberemos, é porque afinal isso nasceu pra ser.

Eu sei que o amor vai acontecer em algum momento, eu sei. E talvez ele não venha na forma de romance, mas na forma de carinho, na forma de compreensão, na forma de afago e cuidado. O amor se apresenta de várias formas, as vezes como amante, as vezes como amigo. Acabei de perceber que o amor da minha vida já está aqui, não faz mais sentido escrever ao futuro, ele já chegou. Obrigada por aqui se instalar e permanecer.

Gratidão ao amor.