Clichês II

“E se der medo, vai com medo mesmo”. Essa frase deve ser trecho de algo que alguém viu em algum lugar. Essa frase pode ter um contexto completamente diferente do que eu costumo dar a ela, mas tudo bem. Eu não vou pesquisar de onde ela veio originalmente, porque pode frustrar todas as perspectivas que eu moldei sobre ela.

Convenhamos que essa frase é um clichê de marca maior. Tenho até vergonha de dizer ela pras pessoas de tão batida que é, as pessoas tendem a achar que é da boca pra fora, mas não é. É que eu sou pautada em muitos clichês e acredito muito que se algo vira clichê é porque é muito real, aponto de ser batido e rebatido na vida de várias pessoas.

Pra mim ir com medo mesmo é um princípio básico. Sempre tenho medo de novidades, do que é diferente do que já estou acostumada. Ir com medo mesmo significa desbravar novos momentos, novos sentimentos, novos lugares. É ir, mesmo que saia da minha zona de conforto, é ir com medo mesmo.

Ir com medo mesmo se tornou tão recorrente no momento em que eu percebi que às vezes eu preciso ir, não existe um fator que me salve daquela situação, então vai do jeito que tá, vai com medo, vai com insegurança, mas vai, porque tem que ir. Eu passei a ir quando não era obrigada a ir também. A gente aprende que o medo é só uma pequena barreira, e que por trás dele tem tanta coisa melhor e maior que o medo se torna um nada a ponto de deixar de existe.

Só uma dica: quando tiver que ir, vai com medo mesmo, e quando não for obrigatório, mas tiver a chance de ir — VAI! Não deixa a oportunidade passar, você pode está perdendo experiências maravilhosas. Oportunidade podem aparecer com frequência, mas uma não é igual a outra e cada momento é uno. Então vai, vai com medo mesmo. Sai da zona de conforto, acostumar-se é morrer.