Te amei sem querer

Poderia ser um daqueles filmes que as pessoas convivem um tempo e se apaixonam perdidamente. Poderia ser uma daquelas novelas em que o casal sofre bastante quando o vilão tenta separá-los, mas no final o amor vence. Poderia ser um daqueles livros de romance que têm finais trágicos, mas que tem uma linda de história de amor desde o início.

Engraçado pensar em tudo que poderia ter sido de uma coisa que nunca foi nada. Não pra você. Pra você nunca foi nem série de comédia exclusiva da Netflix com enredo desconexo e personagens estranhos. Como poderia eu achar que poderia ser um daqueles filmes em que se passa o final de semana em um lugar estranhamente romântico, como o Alaska? Ou que no final de tudo aconteceria uma daquelas declarações publicas em que todos ao redor suspirariam?

Impossível. Afinal de contas, os contos são apenas isso: contos. Histórias inventadas para aquecer o coração e nos ensinar lições. As lições dos romances parecem ser “só acontecem na ficção, obra irreal e impossível”. Se fosse pra acontecer seriam crônicas, curtas e divertidas, com um toque de humor como as coisas interessantes que Veríssimo já escreveu. Se fosse real não haveria diferença entre amor e paixão, tudo seria tão parecido que não saberíamos diferenciar.

Acho que foi sem querer mesmo, tão pouco querer que nada foi além do nada que sempre vai ser.