Um grande mar de lágrimas
Um número que dói, se refere a uma idade: 6 meses, e sequer tinha visto a vida com olhos maduros. Não lhe deram tempo nem de amadurecer as cartilagens e já lhe tomaram a vida.
O vento hoje foi vilão, e arrebatou corpos, vidas, sorrisos. Arrebatou uma cidade inteira e diminuiu as doses de felicidade.
As águas do mar, que tantas vezes serviram como refúgio, local de paz e motivos de sorriso, hoje afogou em mágoas e lágrimas as vidas daqueles que tentavam seguir a vida tranquilamente.
Não se pode medir a intensidade do que ocorreu nesse dia, nem o tanto de dor e pesar que isso traz. Existem outros números: desaparecidos, idades, níveis de água, horários.
Uma chuva, um declínio, um vento, a instabilidade, uma série de mortes, inúmeros corações partidos.
A vida segue, apesar desse grande mar de lágrimas, a baía com todos os seus santos hoje é responsável por acolher com axé todas as vidas que se perderam nesse mar que hoje ao invés de rimar com amor só consegue lidar com a dor.
