A semana quase santa II

A importância de contar a história do jeito certo.

Muita gente diz “que diferença faz se Jesus era negro ou branco?” afinal o que vale são os seus ensinamentos. O que essa gente não sabe é que isso tão importância fundamental pra quem sempre foi massacrado.

Os negros sempre foram subestimados e colocados em papéis infames, as Pirâmide do Egito parecem ficar na Europa, e há quem afirme que foram construídas por alienígenas afinal, os negros não deveriam ser capazes de realizarem grandes feitos.

As histórias que aconteceram dentro do solo negro está sempre pintada de branco. Cleópatra é branca, mesmo tendo nascido e vivido em um lugar que era mais sol que qualquer outra coisa. E o menino Jesus também. Convenhamos que alguém depois de caminhar no deserto, por mais branco que seja, produziria uma pequena quantidade de melanina. Não precisa ser um cientista pra saber.

Ai a gente olha pra história que nos contam. A gente olha pro filme que passa na TV todo ano na semana santa. A gente vê aquela peça teatral da paixão de Cristo onde Jesus é branco de cabelo liso e olhos azuis. É importante pra mim saber que Jesus foi um homem negro afinal de contas ele é a representação máxima do amor fraternal na sociedade ocidental. Se Jesus sempre fosse mostrado como um homem negro, quem seria capaz de justificar o racismo?

Se Jesus sempre fosse um cara negro, quem seria capaz de dizer que “homens negros não são capazes de amar?” afinal, o estereótipo deles é quase animalesco. É reconfortante pra mim saber que o homem mais importante da sociedade era um cara negro, porque sempre disseram pra mim que preto é sujo, não tem honra, não merece respeito. E quem é mais respeitado do que Jesus?