Lucro do Santander Brasil cresce 37,3% no terceiro trimestre de 2017 e rentabilidade atinge 17,1%

São Paulo, 26 de outubro de 2017 — O Santander Brasil registrou lucro líquido de R$ 2,586 bilhões no terceiro trimestre de 2017. O resultado representa um avanço de 37,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, ou 10,7% em três meses. No acumulado de janeiro a setembro, o lucro soma R$ 7,201 bilhões, crescimento de 34,6% em relação aos nove primeiros meses de 2016. Os dados são reportados segundo o padrão contábil brasileiro, o BRGAAP.

“Somos mais do que nunca um banco de varejo. Nossa geração de resultados é sólida e recorrente, o que se reflete no crescimento orgânico e sustentável. Aceleramos a oferta de crédito e ampliamos o nosso market share nos principais segmentos. Tudo isso sem abrir mão dos controles de riscos e de despesas, e nem do foco central no cliente. Como consequência, alcançamos uma rentabilidade de 17,1% — um índice que se destaca, pois comprova que estamos no caminho certo”, afirma Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil.

Receita mantém trajetória de alta, sob impulso de margens e comissões

A Receita Total do Santander Brasil evolui 6,5% em três meses e soma R$ 13,733 bilhões no terceiro trimestre, ou R$ 39,201 bilhões no acumulado dos nove primeiros meses do ano. A elevação reflete as variações positivas tanto nas margens quanto em comissões. A Margem Financeira Bruta totaliza R$ 9,863 bilhões no 3T17, com alta de 19% em 12 meses, resultado das operações de crédito, captação e operações com o mercado. A evolução é de 18% no acumulado de nove meses, período em que a margem de crédito se amplia em mais de R$ 4 bilhões.

As Comissões também seguem em alta, de 19,3% em 12 meses e 2,1% no trimestre. Esse desempenho é explicado pelo aumento da frequência com que os clientes utilizam os serviços do Banco. Em um ano, houve incrementos de 6% no número de clientes ativos, de 33% entre os que realizam operações digitais e de 15% nos que consideramos vinculados, ou seja, que possuem mais produtos contratados.

Crédito cresce em 12 meses e no trimestre, com inadimplência sob controle

A Carteira de Crédito voltou a ganhar fôlego, com alta de 2,4% no trimestre, quando atingiu R$ 263,0 bilhões, e de 6,3% na comparação com o terceiro trimestre de 2016. O crescimento continua a ser liderado pelos empréstimos às Pessoa Física e pelo Financiamento ao Consumo, ambos com crescimento superior a 15% em 12 meses, e de 5,0% e 5,9% no trimestre, respectivamente, com destaque para o cartão de crédito e o consignado. O crédito para Pessoa Jurídica se aproxima da estabilização, com uma retomada no volume de contratações por pequenas e médias empresas, que sobe 2,2% em um ano e 1,2% no trimestre, enquanto entre as grandes empresas a retração é de 4,5% em 12 meses e de 1,4% em três meses.

As Captações de Clientes crescem 6,0% em 12 meses, para R$ 309,244 bilhões, e 2,9% em relação ao segundo trimestre do ano. Depósitos a Prazo e Debêntures crescem 23,4% em um ano, Depósitos à vista, 3,4% e Poupança, 10,9%. A linha de Fundos aumentou 23,2% em 12 meses e 8,8% no trimestre, contribuindo para um incremento anual de 11,8% na Captação Total+Fundos.

A qualidade da carteira de crédito segue uma trajetória confortável e absolutamente controlada, com a Inadimplência acima de 90 dias estável no patamar de 2,9% pelo terceiro trimestre consecutivo. Em 12 meses, a queda é de 60 pontos base. Os níveis de atraso nas carteiras de pessoa física e jurídica têm leve queda, respectivamente, de 3,9% para 3,7% e de 2,0% para 1,9%. Os atrasos de 15 a 90 dias também têm comportamento positivo, caindo 30 pontos base, para 4,5%.

O comportamento do índice reflete o amadurecimento da cultura de gestão de riscos implementada nos últimos anos, o que também permitiu uma redução de 9,3% nas Provisões de Crédito, na comparação entre o volume dos primeiros nove meses de 2017 e o mesmo período do ano passado. O custo de crédito, na mesma base de comparação, caiu de 3,6% para 3,2%, enquanto o Índice de Cobertura acima de 90 dias subiu de 198% para 230%.

Eficiência e rentabilidade superam as metas estabelecidas para 2018

As Despesas subiram 6,9% nos primeiros nove meses do ano, na comparação com o primeiro semestre de 2016. Entre o segundo e o terceiro trimestres de 2017, a alta dos custos é de 5,6%. Essa evolução é proporcional ao incremento verificado na atividade comercial e ao forte incremento das receitas. Ao longo do ano, as receitas cresceram 2,6 vezes mais do que as despesas, o que reflete a estratégia de alavancagem operacional.

O acerto desta estratégia se reflete no Índice de Eficiência, que atingiu 44,0% no acumulado de 2017, uma melhora de 390 pontos base em relação ao mesmo período do ano passado. O indicador registra leve alta, de 43,4% para 43,7% entre o segundo e o terceiro trimestres, e segue melhor do que a meta definida em 2015, que previa que o índice chegaria a 44,5% até o fim de 2018.

Um dos maiores destaques do trimestre foi a rentabilidade do Santander Brasil, medida pelo Retorno sobre Patrimônio Líquido Médio Ajustado (ROAE, na sigla em inglês). Diante da forte dinâmica comercial, o indicador avançou de 13,1%, no terceiro trimestre de 2016, para 17,1%, neste terceiro trimestre, uma elevação de 400 pontos base. Nos últimos três meses, os índices de solidez do balanço mantiveram-se em níveis que garantem absoluta tranquilidade à operação: a relação entre crédito e captações segue estável em 85,0%, enquanto o Índice de Basileia teve leve queda de 16,5% para 16,2% nos últimos três meses, com 15,2% de capital Tier 1.

Santander no Mundo — O lucro global do Grupo Santander atingiu 5,592 bilhões de euros nos primeiros nove meses de 2017, crescimento de 14,2% em relação aos 4,897 bilhões de euros registrados no mesmo período do ano passado. O Brasil contribuiu com 26% deste resultado, e segue como a maior operação do Grupo no mundo.

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