O setembro é amarelo. A vida também é.
Don’t let yourself go
‘Cause everybody cries
And everybody hurts sometimes

Parece fácil na música né?
Não é.
Não é pra quem escreve e não é pra quem a escuta. Ninguém dá play em Everybody Hurts se não tá, de fato, doendo um pouco.
É tipo aquela sensação de pertencimento, sabe? “Não estou só.”
O problema é que nem sempre a música dá o conforto necessário. Nem sempre ela te faz companhia. Nem sempre ela tira o peso.
Peso. Peso de uma pena. Peso de um elefante. Só sente quem sente.
A dor do desamor. A perda recente. O diagnóstico da doença. A luta da vida contra o espelho. Busca de identidade. Cobranças de uma sociedade sádica.
Ou nenhuma das alternativas.
Independentemente da bagagem sempre pesa. Pena ou elefante.
Pesado.
Ainda ontem no noticiário foi o jovem que amava a família mas desistiu. Ainda hoje, o rostinho bonitinho da revista quem cansou.
Pesou.

Por outro lado, a cada setembro a timeline fica amarela com o sinal de esperança. A cor é de alerta mas também é de conforto.
Tempo de trocar a foto. Se mostrar disponível. Ler sobre o assunto. Entender o peso.
É de elefante para quem sente. Mas quem disse que a gente precisa carregar sozinho?

Devemos lembrar que, embora everybody hurts, a música sempre chega na parte que “no, you’re not alone”.
Hold on.
O setembro é amarelo. A vida também é.
O apoio do 188. O colo da mãe. O ombro do amigo. O conhecimento do profissional. O conforto da música. Sempre tem algo pra lembrar que “no, you’re not alone”.
Hold on. Everybody hurts. You’re not alone.

