A revolução de Jesus com as mulheres

“Os quatro evangelhos concordam que Maria foi a primeira a testemunhar a ressurreição e a primeira a dar a notícia. (…) Por quê? Desconheço todos os motivos pelos quais ele fez aquilo. Só sei que ele fez. Durante uma época na História em que as mulheres não tinham permissão para testemunhar num tribunal, em que eram consideradas testemunhas não confiáveis, Jesus designou Maria Madalena para ser a primeira testemunha ocular do evento mais importante de toda a História. Uma mulher!”
(“Jesus e as Mulheres — O que Ele pensa de nós”, Sharon Jaynes)

Provavelmente, você já deve ter ouvido uma piadinha na sua igreja que “Jesus escolheu uma mulher para aparecer a primeira vez ressuscitado pois mulher é fofoqueira e a notícia se espalharia mais rápido”, certo? Mas você já parou para pensar, seriamente, na revolução que Jesus fez em sua época? Quando Ele nasceu, as mulheres não podiam sequer falar com um homem em público, as mulheres eram proibidas de comer no mesmo lugar em que os homens estivessem.

As mulheres, naqueles tempos, eram consideradas propriedades dos pais, quando casavam se tornavam propriedade do marido e quando ficavam viúvas o direito de propriedade passava para o filho. Se uma mulher não tinha pai, marido e filho, também não tinha muita esperança para ela. Daí vem Jesus e arrasa tudo.

“Depois disso Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas mulheres ajudavam a sustentá-los com os seus bens.” (Lucas 8:1–3)

“E muitas outras”. Estamos acostumados a imaginar Jesus sendo seguido pelos Doze. Mas, sério cara, tinha um tanto de mulher com ele. Elas eram importantes no ministério terreno de Jesus. Perceba que a maioria dos discípulos “deram uma fugidinha” durante a prisão de Jesus, entendo que eles estavam com medo e tal, MAS quem estava lá até o final? As mulheres.

“Perto da cruz de Jesus estavam sua mãe, a irmã dela, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena.” (João 19:25)
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“Quando terminou o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram especiarias aromáticas para ungir o corpo de Jesus. No primeiro dia da semana, bem cedo, ao nascer do sol, elas se dirigiram ao sepulcro, perguntando umas às outras: “Quem removerá para nós a pedra da entrada do sepulcro?”. Mas, quando foram verificar, viram que a pedra, que era muito grande, havia sido removida. Entrando no sepulcro, viram um jovem vestido de roupas brancas assentado à direita, e ficaram amedrontadas. “Não tenham medo”, disse ele. “Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui. Vejam o lugar onde o haviam posto.” (Marcos 16:1–6)

Vivemos tempos difíceis, muitos defendem que mulheres e homens não devam ter direitos iguais, que mulher deve ganhar menos do que homem, alguns dizem que mulher é dramática demais e que deveria ficar em casa cuidando do marido e dos filhos, outros ainda afirmam que a mulher deveria apenas estudar, cuidar da carreira e nem pensar em vida amorosa.

Estamos em 2016, mas parece que não evoluímos em nada. Se Jesus tem que ser o nosso maior exemplo, por que a sociedade segue nos maltratando e excluindo? Jesus quebrou TODAS as regras, não julgou mulheres pelo simples fato de serem mulheres. Muito pelo contrário, Ele as pegou, ensinou, as fez suas discípulas. Deu liberdade, cura e protagonismo para essas mulheres. Sim, Ele faz isso. Jesus revolucionou sua época. Se Ele é nosso exemplo, onde está nossa revolução?