na minha juventude inquieta me proponho a observar as minhas turbulências vãs de quem não sabe viver ou de quem não toma parte à própria objeção. há esses objetos seculares que me causam comoção, ou o nascimento de vênus. aí há um calabouço de insinuações efêmeras, digo, espasmos de remorso, ao todo sem solução. vamos ao surrealismo, e também à psicologia do eu. as visões de um padre enfermo que tem uma iluminação divina. uma prostituta em seu último suspiro acredita-se salva e pura, quase sã. esses suplícios internos de redenção parecem sublimes. no teu corpo que lentamente se esvai há a conjugação de. de algo que acumula nos dias, uma falta de. sempre parece faltar algo, e também uma visão de um eu único, individual, pois é de dentro para fora que se vê, e nada além de alusões e suposições inconsistentes. e há esse desentendimento entre os seres, o amor e a ira, a inversão dos valores e o costume.

***

escrevi isto no trem. não faz sentido aqui e não fez sentido lá, era só angústia. talvez o ato de perder-se faça parte do encontro. você se perde tanto que acaba por compreender teus desencontros, apenas parte do rumo, dissidências de caminho.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.