Mães

Durante o meu crescimento tive duas mães, a que me deu a luz e a famosa “mãe com açúcar”. Duas grandes mulheres que palavra nenhuma descreveria o meu amor por cada pedacinho delas. O meu eterno obrigada por terem me ensinado a ser quem sou hoje e embora eu seja o oposto de vocês sempre serão os meus dois maiores exemplos de mulher ❤.

Mas quero falar das “mães” que a vida se encarregou de me dar.

Minha primeira mãe foi aos 6 anos de idade. Eu estava com muita dificuldade em fazer a lição de casa e a minha mãe com toda a doçura -que só ela possuía- pegou meu caderno e como um passe de mágica me fez entender aquilo que era tão complicado. Ela também como uma leoa me defendia na escola, eu achava aquilo tão lindo e até hoje é ela quem me defende, me pega no colo e acalma todas as minha inquietudes.

Minha primeira mãe foi quando eu não cabia nos padrões esguios da sociedade e queria muito uma roupa das Chiquititas e minha mãe com mãos de fada cortou, alinhavou e costurou o mais belo vestido que eu já tinha visto e por muito tempo não tirei ele do corpo. Ela até hoje faz os melhores vestidos do mundo, o melhor bolo de laranja, as melhores bolachinhas e o melhor café da tarde que se tem conhecimento; na verdade a minha primeira mãe também tem gostinho de vó e continua a tecer grandes histórias em minha vida.

Minha primeira mãe foi quando descobri que ela poderia ser a minha melhor amiga. Eu fui o primeiro bebê com cabelo arrepiado que ela viu, era para os braços dela que sempre corria para um abraço envolto nos mais sincero carinho, ainda é pra ela que corro quando o coração aperta e é ela que me diz “você é uma mulher forte”.

Minha primeira mãe foi descoberta na reunião das crianças na igreja, foi ela quem acompanhou grande parte da minha infância, adolescência e ainda é ela me acompanha em tudo. Minha mãe me olha e sabe o que estou pensando, a gente tem uma conexão mental e muitas histórias para contar. Foi e sempre sempre será com ela que poderei comer sem julgamentos.

Minhas primeiras mães me carregam no colo, me cobrem quando estou com frio, dão vários puxões de orelha, riem comigo até a barriga doer, elas me levam para passear, para beber um vinho ou uma cerveja. Minhas primeiras mães topam fazer qualquer coisa, inclusive nada. Elas sabem me ouvir e me aconselhar, enxugam todas as minhas lágrimas e me conhecem como se eu verdadeiramente fosse filha delas.

Na minha caminhada encontrei Anas, Marias, Julianas, Alanas, Anes, Natalias, Brunas, Marianas, Maryzas, Lilianas e tantas outras que desempenham brilhantemente papéis tão especiais que arrisco a dizer que vocês são as mães que a vida me deu! ❤