O cinema me deu você.

Você nem lembrava mais de mim, mas lembro da última vez que te vi. Você me abraçou, como se soubesse quem eu era, disse que eu continuava linda, sem lembrar de onde me conhecia e eu te lembrei, então batemos um papo, nos abraçamos e você me convidou para assistir a sua peça que estava em cartaz.

E foi trabalhando que nossos caminhos se cruzaram e apesar do papel que desempenhava de um exímio contador de história, eu acreditava que ali você estava em casa. Por trás das câmeras não era o vovô Mário e o seu alzheimer que nos envolviam em divertidíssimas histórias, era você Umberto. Era você, vovô como carinhosamente te chamava e ainda chamo.

Dos grandes presentes que o cinema brasileiro me deu você absolutamente é um deles. Obrigada por me proporcionar momentos que marcaram tanto a minha trajetória no cinema. Obrigada por te sido puro sorriso e bom humor e por nunca ter me negado um abraço tão cheio de amor.

Meu coração tem um lugar só teu. Sorte dos que puderam desfrutar daquilo que você tinha a oferecer. ❤

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