Perdão, agulha e linha

Traz essa agulha aqui que eu vou passar a linha e costurar a ferida. Vai doer pra burro, mas eu disse que perdoava. Agora preciso respirar fundo e deixar o tempo tomar o tempo necessário para cicatrizar, estou de repouso.

Esse é o momento de deixar a poeira assentar, conviver com a dor e procurar um remédio caseiro para ela. Um corte desse requer cautela com os próximos movimentos, se fizer muito esforço ele se rompe e se esforçar de menos ele cicatriza? Não sei, mas eu nunca fui de ficar parada nem quando o médico exigia repouso ABSOLUTO. Vou arriscar, acho que costurei bem, fechei direitinho e o nó parece estar bem atado; aparentemente não rompe.

Mas vem cá você, passa aquela pomada que está prescrita na receita, troca meu curativo todo dia que eu preciso estar inteira logo. Quero dar novos passos em breve e não posso continuar se a ferida estiver aberta, preciso de cuidados.

E quando cicatrizar vamos precisar nos readaptar, a cicatriz vai estar lá e com ela a lembrança de onde veio. Vai ser um esforço enorme e as mudanças se farão necessárias, mas vamos com calma “foi uma pedra em um único pneu, ainda existem muitos quilômetros pela frente”.

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