Páscoa, Bads, Empreendedorismo, Complexo de Homem-Aranha e Recomeço

Essa páscoa, ‘crenças à parte’, é uma das primeiras onde o significado de “recomeço” me faz total sentido. Porque eu estou recomeçando e convido você a recomeçar também.

Nesse feriadão eu fique bem “na bad”, “deep bad”. Para quem não conhece a expressão, “ficar na bad” se trata de ficar mal, de se sentir triste por algum ou vários motivos. Deep bad é uma expressão que eu criei, que literalmente significa “se sentir profundamente mal”. Não costuma acontecer com frequência, mas quando acontece me leva à uma reflexão profunda. Me leva à “mergulhar dentro de mim” e geralmente ocorre quando algumas coisas não dão certo ou não dão certo da forma que eu esperava… E aí…Querendo ou não, o gatilho da deep bad é iniciado.

Dog na bad — Fonte: Google

Esses foram 4 dias onde fiz uma retrospectiva mental dos últimos 3 anos, principalmente, por serem os mais extraordinários, mas igualmente desgastantes. Pensei e repensei se o que eu faço (e do jeito que faço) vale realmente a pena, se faz sentido de alguma forma. Fazer “coisas diferentes”, empreender de alguma forma (não necessariamente abrindo um negócio), glamourização à parte, é duro, muito duro. Seguir caminhos que a maioria não seguiria, algumas vezes te faz sentir como se de fato, você fosse o(a) louco(a) mesmo.

“Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades.” — Stan Lee/ Tio Ben

Coincidentemente, no meio dessa bad, passou (pela 50ª vez) na Sessão da Tarde, o 1º filme do Homem-Aranha. Eu, obviamente, já tinha visto esse filme várias vezes, mas num dos meus piores dias ele teve um significado especial em 3 principais momentos:

1º Momento: Com a frase acima, dita pelo Tio Ben, tio do Homem-Aranha, quando Peter Parker “ganha” seus poderes (e começa a explorá-los — ainda de forma não tão cool quanto ser o Homem-Aranha).

2º Momento: Quando Peter, para se aproximar da Mary Jane — seu crush de escola — deixa de ser o Homem-Aranha, para novamente “se tornar uma pessoa normal”.

3º Momento: Quando Peter ajuda Tia May em sua mudança e ela lhe dá uma lição de “às vezes você tem que abrir mão das coisas que mais deseja, porque outras pessoas precisam de você de alguma forma”.

Frase original — Homem-Aranha 1 — Fonte: Google

Não, não estou me comparando com um super-herói ou dizendo que sou uma “super-heroína” por algum motivo. Mas esses 3 momentos do filme caíram como uma luva pra mim naquele fatídico dia… Porque naquele momento, eu passava pelo “complexo do homem-aranha”, que “queria deixar de ser diferente” para ser “uma pessoa normal”, como seus amigos de escola e as outras pessoas que conhecia. Não queria mais “fazer uso de seus super-poderes” e se sacrificar pessoalmente. Mas que, após refletir sobre o que seus tios disseram, concluiu que tinha um “propósito maior” (que nesses caso é ajudar as pessoas e livrar NY dos vilões). Naquele dia eu concluí aquilo também, dentro da minha realidade.

Não, eu não salvo pessoas de monstros de areia ou geneticamente modificados, mas procuro dar o meu melhor — mesmo com todo sacrifício pessoal — para ajudar as pessoas do ambiente que convivo de alguma forma.

“Todo caminho que você toma, você está deixando seu legado.” — Michael Jackson

Eu não consigo não fazer algo pra melhorar o ambiente que convivo de alguma forma, de acordo com as minhas habilidades, por esse motivo, acabo me ‘envolvendo em’ ou ‘criando’ mais de uma iniciativa/projeto ao mesmo tempo. Isso se torna uma “faca de dois gumes”, algo que é muito bacana, mas também muito flagelante, estressante…

Porque sim, há muita pressão, há momentos de querer jogar tudo pro alto… Tudo. Mas aí paro para pensar, o que eu já fiz até agora? Eu posso realmente jogar tudo isso pro alto?

Throwing Papers Meme — Fonte: Google

…Criei o maior portal extraoficial de notícias sobre tudo o que acontece na universidade. Atualmente, mais do que um portal, a Minha Rural é um canal que dá “voz” aos alunos e de apoio para eles. Criei também a Liga de Mercado Financeiro da UFRRJ, mesmo não sendo da área em específico, porque vi a necessidade de tantos outros alunos, que desejam ter uma referência para seguir a área de mercado financeiro. Por hora, é o único portal da universidade onde se pode encontrar notícias sobre economia, educação financeira e mercado financeiro.

Criei também, mais recentemente, o Rural Valley — Liga de Empreendedorismo da UFRRJ, observando que há outros alunos que, como eu, querem seguir o caminho do empreendedorismo e precisam do apoio uns dos outros, trocar conhecimento e afins.

Junto com meu sócio, também criei o Meu Campus, startup que tem como objetivo ajudar universitários a encontrarem oportunidades, ainda na graduação, (como estágios, monitorias…) de forma personalizada, que possam alavancar suas carreiras e fazer com que encontrem seus propósitos profissionais.

Participei da Signal Jr., a primeira empresa júnior de Tecnologia da Informação da Baixada Fluminense e mais atualmente participo do Laboratório de Políticas Públicas da FGV-Rio, que tem como missão gerar impacto real no setor público, contribuindo para o desenvolvimento do Brasil de forma criativa e responsável. (Fora a participação em diversas outras iniciativas como o Diretório Acadêmico do meu curso, núcleo de empresas juniores, federação de empresas juniores do meu estado, ONGs como voluntária e etc… Que deixariam esse texto realmente longo). Ressaltando que, obviamente todas essas iniciativas que citei também dão certo por conta das equipes que as compõem e da sinergia que tenho/tive com elas.

Depois de refletir sobre o que essas iniciativas que criei/participei nesses 3 últimos anos, são para tantas pessoas, seja na minha universidade, cidade, estado ou até mesmo o país… Concluí que “jogar tudo pro alto” não se trata mais somente de mim, mas sim de todas as pessoas que sofrem impacto dessas iniciativas de alguma forma. Assim como o homem-aranha, “deixar de usar meu super poderes” e “ser uma pessoa normal” não era mais uma escolha que somente me afetaria.

Então, se você está lendo esse texto e passando pela mesma situação, não desista. Se gera impacto positivo de alguma forma, não desista. Por mais que doa, por mais que tenham dias que você acha que não vai ser mais capaz.

“Você não consegue ligar os pontos olhando pra frente; você só consegue ligá-los olhando pra trás. Então você tem que confiar que os pontos se ligarão algum dia no futuro. Você tem que confiar em algo — seu instinto, destino, vida, carma, o que for. Esta abordagem nunca me desapontou, e fez toda diferença na minha vida.”

Essa frase é do Steve Jobs, e uma das que eu mais me “agarro” e mais fazem sentido pra mim em diversos momentos da vida. E hoje, numa páscoa, numa data com significado de “momento de ressurreição” eu te convido, a como eu, ressurgir, firmar um compromisso com você mesmo(a) a renascer a partir deste dia. Reúna o que você tem de pontos fortes, fortaleça seus pontos fracos e siga em diante.

No final, de alguma forma, vale a pena.

“Às vezes a vida vai te golpear a cabeça com um tijolo. Não perca a fé.” — Steve Jobs

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