pequenos.
Aug 23, 2017 · 1 min read
O tempo era doce,
o verde: salgado.
Era naquele vai,
mas que volta.
Areia fina queimando o andar.
Entretida sozinha em um passa-tempo,
com bochechas quentes
erguidas em um sorriso.
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Era adrenalina em tangência com a felicidade.
Era brincadeira, era queda, era furdunço.
As coisas não precisavam de sentido!
E o badalar das tardes só dependia de uma rede e um vento.
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Tempo em que joelhos ralados eram medalhas de mérito e aventura;
Era apenas bronze do sol e não queimadura;
Hora de dormir ao invés de cansaço.
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E então o tempo trouxe aquilo que ele traz: o tempo.
Mas foi sem notar que ele levou a infância embora.