tapioca.
Eu gosto é do lógico.
Porque o que foi de bom no passado,
o coração do presente não sente.
E depois não tem memória que acalente
tal descuido.
Eu me pergunto
Já se fez por aí?
Encontrou tua tapioca?
Decorou as linhas do metrô?
Tá com casaco? Sei que tens frio.
Me preocupo demais.
Eu me pergunto
se entre essas conversas informais
a distância me traia.
E que, ao som da praia,
tu leias na mensagem
que eu ainda penso demais.
E eu me pergunto
Se penso certo,
Se deveria pensar.
E ainda se é justo
Que tudo o que sentir
Tem de ilógico, tem de bom.
Sofro também
pensando se também pensas
como é bom um chamego
servido com cafuné.
Sei que vestes o presente
E espero que se lembre.
Mas só o suficiente
Pra dar tempo de não sentir dor.
Que ele sirva pra acalento da saudade,
E que não carregue a memória de ninguém.
Porque com separações imensas
não sei se compensa
continuar a pensar.
Deixa de pensar.