Microcontos da vida cotidiana de uma jovem adulta
setenta porcento da sobrecoxa já comida e de repente eu me pergunto afinal qual é a razão de toda essa cerimônia por que raios estou comendo essa sobrecoxa com garfo e faca se tô sozinha em casa se quem fez essa sobrecoxa fui eu qual é o meu problema senhor me acode pai por que eu não estou usando as mãos desde o começo por que
bem adulta trabalhando de calça de veludo camisa branca jaqueta e bota.
tiro uma bota pra cruzar a perna na cadeira e vejo: meias de picolé sorridente.
a vida adulta, ela é um mito.
Das melhores coisas da vida o jeito com que o Enrique Iglesias fala corafsón. Fico feliz e rindo e tentando imitá-lo toda vez que ouço. Obviamente nunca consegui fazer igual.
Ir no self-service de bacana. Querer que bacalhau, arroz piemontês, tutu e kiwi fiquem bem juntos. Ver, na prática, que não ficam bem juntos. Desejar o self-service do arroz com feijão que não dá ruim jamais.
Uma vida resumida a: querer, digitando, xingar “saco”, mas xingar “saci”. Pobre saci.
Eu fico pensando no cardápio de um restaurante brasileiro no Japão.
Porque pensa: se a gente é capaz de fazer um maki frito com couve, Doritos e geleia de goiaba por cima, e é capaz de chamar isso de culinária japonesa, então eu presumo que picanha com brigadeiro ou que feijoada de camarão devem ser pratos, assim, comunzões nos restaurantes brasileiros lá do Japão.
“rasteirinha slide” MINHA FILHA O NOME DISSO É RAIDER
To be continued.
