A antesala do mal-estar, o braço torcido que dói no fundo, o que antevém o medo, a água podre da rejeição, aquilo que não deve ser nomeado mas é chamado por todos, ou o que ficou pra trás sem ter saído do lugar, [nunca], adeus ao que não veio a ser — nunca foi e sempre será — um cálice de coisa ardida alguma, pesadelo acordado, um cuspe seco, o chão arranhado, nada que posso te sussurrar, um grito oco, meu ângulo reto, sua direção oblíquoa marchando ao meu esquecimento absurdo, tudo o que preciso dizer e ainda esqueço, te odeio, preciso me amar pra ser qualquer coisa que atira no escuro na intenção de te matar mas não consigo. A sua voz não morre. Ela permanece em mim independente de tudo, a despeito de nós, de tudo.