MEMENTO MORI

Wendella Sara
Nov 4 · 14 min read

Wendella Sara Costa da Silva[1] — sarawendella@gmail.com

Mário Vinicius de Lima Pereira[2] — mariovinicius@ufrn.edu.br

[1] Cientista Social. Mestre em Demografia (UFRN). Doutoranda em Demografia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

[2] Fisioterapeuta. Especialista em Fisioterapia Traumato-ortopédica e esportiva (UFRN). Mestre em Demografia (UFRN). Doutorando em Demografia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).


INTRODUÇÃO

Memento Mori”, expressão utilizada na Roma antiga, em um contexto de retorno vitorioso de campanhas militares. Ela significa “lembre-se que és mortal”. Como os generais acreditavam alcançarem uma espécie de divindade a partir da celebração da vitória e repartição dos espólios da guerra, precisavam constantemente ser relembrados o quanto aquela situação confortável era passageira. Mas afinal, o que bulhufas Memento Mori tem a ver com este artigo?

Nos tempos atuais, se vivencia o tão valorizado “estilo de vida moderno”, marcado pelas constantes inovações tecnológicas, que proporcionam maiores possibilidades de consumo e, consequentemente, mais conforto à vida humana. Porém, esse jeito moderno de viver, se tornou também, um grande fator de risco à saúde, ocasionado pelos inadequados hábitos alimentares, o tabagismo e o sedentarismo — que, por sua vez, formam o conjunto das principais causas do surgimento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Também precisamos ser relembrados de que nosso conforto traz consigo consequências para nossa vida. Portanto, assim como nossos antepassados romanos, não podemos ter excesso de confiança apenas no potencial de saúde do nosso organismo e devemos nos atentar para os males silenciosos provenientes das DCNT.

A modernidade trouxe consigo maus hábitos que foram preconizados como moda a ser seguida, como por exemplo, a ascensão do tabaco. Essa elevação se deu, especialmente, pela massiva divulgação nas telas de cinema com cenas de filmes que relacionavam alguma conquista ou estilo moderno ao consumo do cigarro. Muitos personagens de HQ (revistas em quadrinhos) e filmes que fazem sucesso com o público mais jovem fumam, como é o exemplo de John Constantine.

O fato de haver relação entre o hábito de fumar e o herói (ou protagonista) pode passar uma sensação de que o uso do tabaco (ou álcool) pode fazer parte do cotidiano sem causar nenhum dano à saúde. Contudo, devido à conscientização antitabagista construída ao longo do tempo, a representação cinematográfica do fumante têm diminuído. Por isso, o ato de fumar diminuiu sua participação em mídias audiovisuais. Entretanto, o recente aumento na quantidade de jovens que fumam — ainda mais com os cigarros eletrônicos — preocupa a Organização Mundial da Saúde.

O hábito de fumar aumenta o risco de doenças de pulmão, do coração e diminui a capacidade cardiorrespiratória do indivíduo com o passar do tempo de utilização contínua. Estas são algumas das doenças mais relacionadas à mortalidade adulta no mundo e no Brasil (LOZANO, 2013).

Outras Doenças Crônicas Não Transmissíveis que têm preocupado países desenvolvidos e em desenvolvimento são as relacionadas com o sofrimento psíquico. A saúde mental tem sido um tema recorrente em ambientes de trabalho, consultórios médicos, pesquisas científicas, jogos e cinemas. Maniac (série da Netflix) mostra um tratamento retrofuturista de pessoas com problemas psicológico-afetivos. Joker (“Coringa”), um palhaço segregado socialmente que se torna psicopata. Sea of Solitude, Celeste e Hellblade: Senua’s Sacrifice, jogos que retratam mulheres com depressão e/ou esquizofrenia como personagens principais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2017), o número total de pessoas com depressão no mundo é de 322 milhões. Dentre estas, há uma prevalência da incidência de depressão entre as mulheres (5,1% do total das mulheres e 3,6% do total de homens). Os dados da OMS (2017) mostram que há um pico de prevalência da depressão entre as idades de 55 a 74 (acima de 7,5% para as mulheres e acima de 5,5% para os homens).


COMO ESTAMOS NO MUNDO…

Um relatório do Fórum Econômico Mundial e da Escola de Saúde de Harvard, de 2011, traz informações impactantes a respeito da relação entre as Doenças Crônicas Não Transmissíveis e a economia mundial. A ideia central, colocada pelos autores, se refere ao fato de que as DCNT não são uma clara ameaça apenas à saúde humana, mas também ao desenvolvimento e crescimento econômico. E o que isso significa? Significa que quanto maior o número de pessoas acometidas pelas DCNT, maior é o prejuízo financeiro para um país. Isto se dá porque grande parcela desses indivíduos estão na faixa etária que compõe a População Economicamente Ativa (PEA) e por causa da obtenção das DCNT acabam tendo suas atividades laborais prejudicadas. Muitas vezes, acabam precisando de afastamento do trabalho (BLOOM, D.E. et al, 2011).

Mas você ainda pode se perguntar: de que modo ter pessoas afastadas do mercado de trabalho pode prejudicar a economia de um país? A resposta recai sobre a explicação do que seria uma razão de dependência. A razão de dependência, nada mais é do que uma mensuração da razão entre a população economicamente dependente e a população economicamente ativa. Os “dependentes” são os inaptos ao trabalho, como idosos, crianças e aqueles com determinados tipos de deficiências. Os “ativos” são todos os demais aptos, em idade e condições de saúde, que devem ser inseridos na dinâmica econômica para contribuírem com arrecadações tributárias, como a Previdência Social, que fará com que um país possa sustentar os dependentes. Reisman (1977), pensando a sociedade do ponto de vista econômico, utiliza o conceito de estado de dependência para afirmar justamente que uma parcela dos indivíduos, como idosos e crianças, são sustentados pela outra parcela — daqueles que participam da economia ativamente. Esse autor declara, ainda, que as políticas sociais governamentais surgiram devido ao estado de dependência.

Contudo, referente ao impacto que as DCNT causam na economia, Bloom et al. (2010), comparando os dados de 2010 projetados para 2030, mostram que ao longo dos próximos anos as doenças não transmissíveis custarão mais do que 48% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial em 2010, somando um valor total de aproximadamente 30 trilhões de dólares. Ao longo desses 20 anos a frente projetados (2010–2030), somente condições de saúde mental contabilizarão a perda de recursos com impacto dramático sobre a produtividade e a qualidade de vida.

Uma estimativa feita pela OMS (2017), afirma que mais de 300 milhões de pessoas estão sujeitas a sofrer de depressão, em nível global, isso equivale a 4,4% da população do mundo. Esse mesmo estudo aponta que o número de pessoas acometidas de transtornos mentais comuns irá subir, especialmente em países de baixa renda. Nesse sentido, BLOOM et al. (2011), traz um classificação dos países segundo seu nível de renda e os custos com as DCNT, mostrando que a prevalências dessas doenças estão concentradas nas nações de média e alta rendas, mas que as de baixa renda enfrentam uma tendência crescente de ocorrência das DCNT na sua população. Em 2008, aproximadamente quatro das cinco mortes por DCNT, ocorreram em países de baixa e média renda (OMS, 2011).

As DCNT têm sido o maior serial killer dos últimos tempos. Em 2011, por exemplo, 63% de todas as mortes do mundo provieram das doenças não transmissíveis, principalmente doenças cardiovasculares, cânceres, doenças respiratórias crônicas e diabetes. Essas mortes foram distribuídas amplamente entre a população do mundo, tanto em países de alta renda até países de renda baixa, havendo uma alta mortalidade de jovens a idosos (cerca de um quarto de todas as mortes por DCNT ocorreram em pessoas com menos 60 anos, totalizando aproximadamente 9 milhões de mortes por ano) (BLOOM et al. 2011).

Outro estudo feito por Lozano et al. (2013) ao analisar 235 causas de mortes entre 20 faixas etárias distintas também mostrou que as DCNT se destacam dentre as causas mais letais. Estes autores analisaram comparativamente os anos de 1980 e 2010 e fizeram um ranking anual de mortes por 235 causas, por idade e sexo, ocorridas em 187 países. A investigação foi realizada através de dados coletados de Registros vitais, Autópsias, Censos, Hospitais, Gravações Policiais e Obituários. Após diversas técnicas de ajuste de dados, testes e modelagens estatísticas, foram publicados diversos resultados sobre o assunto. Alguns deles foram divididos em mortalidade neonatal, infantil e adulta.

Um dos resultados encontrados aponta que o Câncer de pulmão, que não fazia parte das 5 doenças de maior incidência em 1990, passou a fazer parte do rol das 5 doenças com maior ocorrência em 2010. Lozano et al. ( 2013) chamam a atenção para as mudanças no estilo de vida pessoal como um dos fatores promissores que contribuíram para o aumento da incidência do câncer de pulmão. Doenças Isquêmicas do Coração, Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC), Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e infecções do trato respiratório inferior estão elencadas como os cinco tipos de doenças mais incidentes nos 187 países analisados, em 1990 e em 2010.

Dentre as mortes ocorridas por doenças cardiovasculares, mais de 82% da carga de mortalidade ocorre por doenças isquêmicas ou coronárias (DIC), acidente vascular cerebral (hemorrágico e isquêmico), doenças cardíacas hipertensivas ou insuficiências cardíacas congestivas (ICC). Toda essa perda por doenças cardiovasculares foi contabilizada e foi estimado que, em 2010, houve um custo global de 863 bilhões de dólares. Além disso, se avalia que esse valor poderá representar um gasto de 1,044 bilhões de dólares em 2030 — significando um aumento de 22% (BLOOM et al. 2011).

Com todas essas informações acerca do aumento e custos que as DCNT estão trazendo à população mundial, parece até que nem há mais como evitar tanto aumento dessas doenças. Mas a boa notícia é que existem sim alternativas e soluções possíveis para a prevenção e cuidados contra as DCNT. A OMS elaborou um conjunto de intervenções como programas voltados à mudança de comportamento entre jovens e adolescentes e modelos que reduzem a carga de cuidado que recai sobre os membros das famílias não treinados (BLOOM et al. 2011). Além disso, aqueles cuidados já conhecidos como fazer exercício físico, ter uma alimentação saudável e ficar longe do excesso de álcool e o consumo de cigarros, ainda são as melhores medidas preventivas contra as DCNT.

Após a leitura, você pôde perceber o quanto esse tema é importante e afeta a todos nós. Sendo assim, vamos verificar as DCNT no Brasil? Bora lá!

COMO ESTAMOS NO BRASIL…

Acabamos de ler sobre um contexto geral das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, vimos como elas andam em termos estatísticos, o quanto crescem e o tanto que custam para a economia global. Agora vamos aproximar nossa lupa e observar a realidade do nosso país.

Primeiro, vamos conhecer o banco de dados consultado para a elaboração dos resultados apresentados nos gráficos. Então, uma das pesquisas mais confiáveis sobre saúde no Brasil é a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), e é a que vamos usar! A PNS foi conduzida pelo Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e teve sua última edição em 2013. Esta pesquisa produziu dados em âmbito nacional sobre a situação de saúde e os estilos de vida da população brasileira, com representação de todo o território brasileiro. Seus aspectos abarcam atenção à saúde, no que se refere ao acesso e uso dos serviços de saúde, às ações preventivas, à continuidade dos cuidados, e ao financiamento da assistência de saúde. A PNS alcançou os moradores de domicílios particulares permanentes pertencentes às áreas de abrangência geográfica da pesquisa.

As informações captadas pela pesquisa contêm dados sobre diagnóstico médico e o quanto a doença limita as atividades diárias do indivíduo. Por exemplo: “Algum médico já lhe deu o diagnóstico de alguma doença no pulmão ou DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), tais como enfisema pulmonar, bronquite crônica ou outro?”. A relevância dos dados referentes a diagnósticos por profissionais de saúde ajudam a contabilizar melhor a morbimortalidade (morbidade = adoecimento; mortalidade = óbitos) de um lugar. A seguir, a figura 1 irá mostrar a prevalência das DCNTs na população brasileira.

Figura 1. Percentual da prevalência de Doenças Crônicas Não Transmissíveis na população de 18 anos ou mais de idade, Brasil, 2013.

Fonte: Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). IBGE, 2013.

A Figura 1 mostra que dentre as 5 doenças crônicas, a que mais acomete brasileiros é a hipertensão arterial (22,8%) — que provoca demais doenças, como as cardíacas hipertensivas, infarto, AVC, arritmia, dentre outras. Logo em seguida, a segunda DCNT mais expressiva dentre os brasileiros é a Diabetes (7,2%). Embora os percentuais não pareçam muito representativos, quando mostramos os números absolutos, notamos melhor a significativa quantidade de pessoas acometidas por DCNTs. Por exemplo, quando falamos em diabéticos estamos nos referindo a cerca de 9,1 milhões de pessoas com 18 anos ou mais (PNS, 2013).

Foi estimado que 1,7% das pessoas de 18 anos ou mais de idade receberam o diagnóstico de câncer no Brasil. O relatório do Fórum Econômico Mundial mostrou que câncer é a segunda maior causa de mortes e sofrimento por doenças não transmissíveis no mundo. Os fatores de risco incluem causas genéticas, causas comportamentais (como o uso de tabaco ou álcool, inatividade físicas e fatores alimentares), infecções, carcinógenos (substância ou agente que produz câncer) ambientais, ocupacionais e radiação (BLOOM et al., 2011).

No Brasil, os tipos de câncer mais frequentes de são: mama (39,1% das mulheres); pele (16,2% dos adultos); próstata (36,8% dos homens) e o de colo de útero (11,8% das mulheres) (PNS, 2013). De fato, como mostra o gráfico 1, em 2013, as mulheres receberam mais diagnósticos de câncer do que os homens.

Gráfico 1 — Percentual de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, por sexo, Brasil, 2013.

Fonte: Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). IBGE, 2013.

O gráfico 1, relativo a ocorrência das DCNT por sexo, no Brasil em 2013, demonstra duas situações interessantes: a primeira é que as mulheres são mais acometidas do que os homens ou, em alguns casos, pode indicar uma situação de sub-registros das DCNT em homens, já que eles procuram menos os serviços de saúde. A segunda situação que pode ratificar esse raciocínio é a que as mulheres, no Brasil, têm maior expectativa de vida do que os homens. Isso indica que apesar das mulheres terem mais registros de DCNT, elas vivem mais do que os homens. Não é interessante essa situação? Será que os homens estão morrendo sem ter o diagnóstico correto ou sem acesso a ele?

Já no gráfico 2, essas doenças aparecem com maior ocorrência nas idades entre 30 a 59 anos. A idade mais produtiva da população. Apesar de não serem as mais altas, hipertensão e diabetes, se mantêm em níveis mais elevados nos dois grupos etários seguintes. Sendo superadas pelo câncer a partir dos 75 anos.

Gráfico 2 — Percentual de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, por grupo etário, Brasil, 2013.

Fonte: Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). IBGE, 2013.

É possível, assim, visualizar como justamente na faixa etária de maior potência laboral (ou mais estresse com o trabalho, rs) as pessoas estão tendo mais problemas relacionados à saúde mental. Calma, gente, não vamos pirar na batatinha!

Em segundo lugar está a hipertensão. Um dos possíveis motivos desse pico pode estar relacionado ao anseio de atender integralmente à todas as cobranças do chefe no trabalho, do professor na universidade, dos familiares no ambiente doméstico, das pressões da vida social e por aí vai.

Gráfico 3 — Percentual de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, por região, Brasil, 2013.

Fonte: Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). IBGE, 2013.

Como notado no Gráfico 3, há padrões diferenciados por região — dentre as pessoas que possuem algum tipo de DCNT. Nas regiões Norte e Nordeste, predomina a ocorrência de hipertensão. Já nas regiões Sul e Sudeste, há um maior número de diagnósticos de câncer. E na região Centro-Oeste a prevalência maior é para doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC). Provavelmente o clima pode estar influenciando nas condições respiratórias dos habitantes de lá. Existem vários motivos para esses padrões. Um possível motivo para o quadro de câncer nas regiões Sul e Sudeste, de acordo com a lógica de McKeown (2009), é o consumo de alimentos ultraprocessados. Isto é, os hábitos nutricionais podem influenciar negativamente a saúde.

Figura 2. Grau de limitação que a Doença do Pulmão, Câncer, Diabetes, Doença Mental causa às atividades cotidianas (tais como trabalhar, realizar afazeres domésticos) por grupo etário, Brasil, 2013.

Fonte: Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). IBGE, 2013.

Dentre todas as DCNT, como visto na Figura 2, as doenças pulmonares ficam em segundo lugar enquanto limitadora das atividades cotidianas. Entretanto, as doenças de ordem mental são as mais incapacitantes para a vida dos indivíduos: dentre todas as DCNT, as que causam sofrimento psíquico têm um maior potencial limitante para a vida pessoal e profissional. Pela Figura 2, se pode perceber que as condições de saúde mental chamam mais atenção devido a atingirem, de maneira intensa ou muito intensa, as atividades corriqueiras das pessoas. Isto é, os maiores percentuais de limitação moderada, intensa ou muito intensa dentre as DCNT.

Olha só: as doenças mentais (ou sofrimento psíquico) limitam mais a vida humana do que o próprio câncer!


Por fim…

Antigamente não se imaginava que um problema de ordem mental poderia ser mais restritivo do que uma doença de ordem física. É, as coisas mudam… e a transição epidemiológica também.

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) estão alocadas no último estágio da teoria da transição epidemiológica (MCKEOWN, 2009; BAH; RAJULTON, 1991). Essa ideia se refere a mudança do padrão de doenças ao longo do tempo. O primeiro estágio da transição epidemiológica é a pestilência e fome. O segundo, consistiu na era das pandemias (extensão de uma epidemia a todo um continente) em queda. E o terceiro estágio diz respeito à era das doenças degenerativas provocadas pelo homem.

Além de tudo isso, Bloom et al. (2011) apresenta a abordagem de que as DCNT possuem um custo direto e indireto, tanto individualmente quanto socialmente (abordagem de custo da doença). Diretamente, os custos são associados ao diagnóstico, tratamento e atendimento, bem como com cuidados médicos pessoais e não pessoais, tais como custo de transporte para um profissional de saúde. Indiretamente, existem custos “invisíveis” associados à perda da produtividade e renda devido a invalidez ou morte, incluindo Dor e sofrimento no processo de adoecimento.

Relembrando: para evitarmos as DCNT, devemos nos prevenir com alimentação saudável, atividades físicas, manter-se longe de álcool e tabaco. De maneira geral, buscarmos uma forma de viver com mais saúde, menos estresse e, consequentemente, maior qualidade de vida.

Sendo assim, se liguem porque somos mortais. Memento Mori. Mas não se preocupem, ainda tem jeito!

REFERÊNCIAS

  1. LOZANO, R et al. Global and regional mortality from 235 causes of death for 20 age groups in 1990 and 2010: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2010. The Lancet, Volume 380, Issue 9859, 15 December 2012–4 January 2013, Pages 2095–2128.
  2. BLOOM, D.E. et al. The Global Economic Burden of Non-communicable Diseases. Geneva: World Economic Forum. 2011.
  3. CUTLER, D. M., DEATON, A., S., LLERAS-MUNEY, A. The Determinants of Mortality. National Bureau of Economic Research, Working Paper 11963, 2006.
  4. S.H. PRESTON, P. TAUBMAN. Socioeconomic differences in adult mortality and health status. L. Martin, S.H. Preston (Eds.), The Demography of Aging, National Academy Press, Washington, DC (1994), pp. 279–318.
  5. WORD HEALTH ORGANIZATION. Depression and Other Common Mental Disorders: Global Health Estimates. Geneva: World Health Organization; 2017.
  6. IBGE, Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2013.
  7. OMS. Depressão e outros transtornos mentais comuns: estimativas de saúde global. Genebra: Organização Mundial da Saúde, 2017.
  8. MCKEOWN, R. E. The epidemiologic transition: changing patterns of mortality and population dynamics. American Journal Lifestyle Medicine, vol. 3, suppl. 1, 2009.
  9. BAH, S. M.; RAJULTON, F. Has canadian mortality entered the fourth stage of epidemiologic transition?. Canadian Studies in Population, vol. 18(2), p. 18–41, 1991.

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