Promessa não honrada á morte

Eu me sinto na pele de quem fez uma promessa pra morte, não conseguiu honra-la e por isso foi condenado a viver num inferno cíclico assim como Sísifo.

Prometi a morte desse sentimento que só me desprende de tudo.

Prometi a morte de tudo o que eu me disse que não tinha importância mesmo que essa circunstância viesse ser real a daqui 5 anos ou mais.

Prometi a morte do “eu” que não liberta, que se auto destrói.

Todas promessas que eu fiz pra morte não foram cumpridas e como punição, eu tenho que erguer todos os dias uma pedra que é um conjunto de sentimentos reprimidos.

Uso toda minha força, tática, foco e atenção para erguer a pedra o mais alto que posso para que assim, ela fique distante de mim e não me encontre(ou eu que vou de encontro á ela?). Mas pela manhã, o esforço que eu fiz no dia anterior sempre vai em vão porque a pedra sempre caí novamente.

Todo aquele sentimento que eu lutei pra ficar longe de mim volta rolando aos poucos de forma poética, sádica.

Assim como na mitologia grega, eu enganei a morte e ainda a fiz de prisioneira. Eu enganei a morte falando de ti. Eu te prendi em mim e meu castigo é viver nesse inferninho de te esquecer pela tarde e sofrer com a volta da sua presença nos meus pensamentos pela manhã. Eu queria ter o dom de mudar as circunstâncias do tempo pra tentar modificar esse padrão e te matar(dentro de mim).