Esses dias eu publiquei no tuiter uma sequência falando que eu estava observando melhor o que eu dizia pra entender bem porque tanta gente com medo e desesperada estava aparecendo nos meus replys.

Inicialmente, queria agradecer a absolutamente todas as repostas dadas aqueles tuites e todas as demonstracões de carinho que se seguiram a elas. Foram muito significativas e importantes para mim. Obrigado, de coração (aquariano tem coração? fica a dúvida! :D)

Mas o meu propósito com aqueles tuites era outro e acredito que convém explicar. 
Um dos meus principios para a vida me diz o seguinte “O que está em cima é como o que está em baixo, e o que está dentro é como o que está fora, no milagre de uma coisa única.” É um dos trechos iniciais da Tábua Esmeralda, que é uma das coisas que orienta todo o meu pensamento, talvez a principal delas.

Pois bem.

Nos vivemos num momento coletivo extremamente complicado. Os trânsitos planetários mostram um momento de muitas mudanças, retrocessos e extrema tensão. Pra falar de apenas um deles, por exemplo, Plutão em Capricórnio e Netuno em Peixes, fazendo sêxtil, por exemplo, facilita enormente o surgimento de alucinações e histerias coletivas das mais diversificadas, o renascimento de utopias e pensamentos extremistas. É apenas uma consequência natural que isso cause pânico e as pessoas fiquem com medo. Outro trânsito, o eclipse, como é historicamente descrito, traz medo e assombro (que pode ser positivo também). Essas coisas simplesmente estão acontecendo ao nosso redor e não há o que fazer para impedi-las de acontecer. Mas há muito o que fazer com elas, para que elas tenham enfeitos benfazejos ou ainda menos danosos. Há diversas formas de se inserir nessa energia para que ela seja adequadamente usada.

Meu propósito é sempre o de esclarecer e tornar o conhecimento espiritual acessível. Para isso eu compartilho as minhas impressões e vivências que estão bem longe de ser uma verdade absoluta. São só as coisas que eu, uma mera particula do todo, percebo e destaco do que está acontecendo. Como eu digo, eu compartilho aquilo que vejo, percebo e o que funciona para mim.

E o que funciona sempre, sem sombra de dúvida alguma, é olhar para dentro para resolver um problema antes de procurar fora. E não funciona só comigo, é o que mestres fizeram durante toda a história. É o que psicólogos aconselham a fazer. É o que artistas fazem e criam coisas fantásticas.

Se algo se manifesta na minha frente, sempre, sempre, sempre convém perguntar o que em mim atraiu aquilo para minha vida. Sempre. Muitas vezes não é algo que fazemos ou falamos. Não é fruto das nossas ações atuais, nem das nossas palavras ou escolhas. É fruto simplesmente do mero fato de existirmos nesse planeta, com todas as belezas e tragédias disso. Mas mesmo que não tenha sido motivado por algo consciente e deliberado, algo dentro de nós reflete aquilo. E pelo amor de Jesus Cristo, Buda e Freyja, isso não quer dizer causar. Não quer dizer provocar. Não quer dizer pedir. Não nos torna culpado de absolutamente nada que acontece conosco, mas nos possibilita se tornar consciente do que está acontecendo conosco. Aliás, culpa nem cabe aqui. É um sentimento fabricado, uma mente-elemental forjada por séculos de doutrinação, muito util pra dominação, apenas. Culpa é uma coisa. Responsabilidade é outra. O que acontece e tem semelhança interna e externa é uma coisa. Porque acontece é outra coisa completamente diferente e envolve muitos outros fatores também.

Então, o que, internamente, vibra igual ao que acontece externamente? Se perguntar isso nos torna mais e mais consciente do que acontece comigo, menos vítima, mais sujeito. E foi o que meus tuites quiseram dizer. E foi a reflexão que eu fiz e depois desse intróito todo eu trago aqui.

Primeiro de tudo: As pessoas entendem o que elas entendem. Tem gente que quer distorcer, tem gente que nem vai ler, tem mil tipos de gente. Ok. Eu não sou responsável pelo que os outros fazem, pensam e falam a partir do que eu falei ou fiz. Eu sou responsável apenas pelo que eu falei ou fiz.
E isso me levou a algumas coisas.
Vivo eu, nesse momento, uma quadratura desse Mercúrio Rx nos céus com minha Lua natal. Ou seja, minhas palavras saíram ou serão percebidas de maneira confusa. A própria necessidade desse post é algo que reflete esse trânsito. Isso, por si só, já mostraria o que em mim está trazendo a repercussão que eu não quero. Esse textão gigante que parece ter sido escrito em Itu também é outro fator. É um momento de falta clareza e concisão. Posso não querer passar algo que por algum motivo, sai.
Depois, tem vários outros trânsitos coletivos rolando, como os que eu citei acima, mas só de lembrar que é um momento que eu vivo, já poderia resolver. 
Mas, não. Eu não fiquei satisfeito. Aí, olhei mais fundo.

Bem, eu também tenho medo, tenho preocupações e dúvidas. Aparecerem pessoas vibrando da mesma maneira ao meu redor é um lembrete para mim mesmo do que ando sentindo e do que pode acabar saindo na comunicação. Ignorar isso é considerar que eu completei uma tarefa a qual está longe de ser realizada e estou me considerando iluminado, o que, de fato, estou longe de ser.
Esquecer que se é humano e se tem todas as emoções e sentimentos é um erro cometido por 11 entre 10 pessoas espiritualizadas. “Eu não sinto raiva, não sou agressivo.” Ahã, senta lá.

Depois, uma coisa extremamente interessante me veio a mente, com a ajuda de algumas das respostas que o pessoal mandou, como por exemplo: “Mas vc nos acalma!!”
Sim, eu acalmo. Por isso que muita gente nervosa vai acabar me procurando. O Universo se encarrega de trazer.
No fim, era bem mais simples do que parecia. Mas precisava olhar pra dentro pra saber.

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