Experiências exitosas no SUS.

SAÚDE DOS PRÉ ADOLESCENTES E ADOLESCENTES: 
UMA NOVA ABORDAGEM NA PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE NA SAÚDE PÚBLICA
Claudia Janayna Carollo1

¹ Prefeitura de Dourados — Secretaria Municipal da Saúde, Enfermeira da atenção básica (claucarollov@gmail.com)
INTRODUÇÃO
A adolescência é uma fase da vida marcada por inúmeras transformações, tanto físicas, quanto mentais e sociais, acompanhadas da grande vulnerabilidade aos agravos de saúde que assolam esta fase.
Este projeto surgiu durante a realização da fase de “Matriciamento” do PMAQ — AB (Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica) pela equipe de saúde da família n°26 do município de Dourados, MS.
OBJETIVOS
O objetivo é identificar, sensibilizar e assistir os participantes desta faixa etária frente aos possíveis agravos à saúde e prevenir complicações de médio a longo prazo devido ao provável desconhecimento sobre os temas abordados.
METODOLOGIA
• Formação do Grupo — 15 participantes.
• Encontros Semanais — totalizando 14 encontros.
• A equipe multiprofissional: composta por Enfermeiro, Médicos, Odontologista, Auxiliar de Serviços Administrativos, Recepcionista, Auxiliar de Serviços Gerais, Auxiliar de Saúde Bucal, Auxiliares de Enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde (ACS).
• São utilizados vídeos, folders, grupo no aplicativo WhatsApp, Menssenger, álbum seriado, cartazes, material do Ministério da Saúde, maquetes de aparelho reprodutor obstétrico, quadro branco com imã ilustrativo sobre aparelho reprodutor masculino e feminino, dinâmicas com musicalidades, atividades esportivas, ajustes nas carteiras de imunizações dos sujeitos participantes que não as tem atualizadas; acompanhamento de crescimento e desenvolvimento, além de exposições analíticas expositivas.
AS MONITORA
Durante a participação e a apresentação do Projeto no II SEMINÁRIO
DA REDE DE PESQUISADORES DE ENSINO EM SAÚDE da UEMS
(Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), surgiu a proposta de formar “Monitoras”, ou seja, as participantes permanecem no projeto como multiplicadoras de conhecimento sob supervisão da equipe nos próximos grupos… E este é o novo desafio…
CONCLUSÃO
 Dentre os resultados encontrados foi possível identificar:
desatualização de calendário vacinal, distúrbios alimentares — inclusive um caso de bulimia e anorexia, conflitos familiares, problemas sócio afetivos, baixo rendimento escolar, transtornos do comportamento, desconhecimento a respeito da sexualidade, da anatomia do corpo, do planejamento familiar, das doenças sexualmente transmissíveis, higiene corporal, reprodução humana. Durante o andamento do grupo houve casos de inicio de atividade sexual e suspeita de gestação, ambos receberam a assistência médica e de enfermagem. Acredita-se que às participantes serão multiplicadores de conhecimento, e que muito enriquecerão a prática do ensino em saúde nesta comunidade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL, 2013. Vivendo a Adolescência. Disponível em < http://www.adolescencia.org.br/site-pt-br/adolescência>. Acessado em 13 de set. 2016.
BRASIL. Lei 8.069, de 13 de Julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília: Ministério da Justiça, 1990.
DE OLIVEIRA, Fernanda Marques; DA CUNHA FARIA, Cleide Chagas. A atuação de enfermeiros e equipes de Saúde da Família na assistência à saúde dos adolescentes. Revista Perquirere, v. 12, n. 1, p. 124–136, 2015.
EISENSTEIN, E. Adolescência: definições, conceitos e critérios. Adolesc Saude. 2005;2(2):6–7. Disponível em <http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=167>. Acesso em 14 de set. 2016.
HENRIQUES, B. D. ROCHA, R. L., MADEIRA, A. M. F. Saúde do adolescente: o significado do atendimento para os profissionais da atenção primária do município de Viçosa, MG. Rev. Med. Minas Gerais, v.20, n.3, p. 300–309, 2010a.
QUEIROZ, M. V. O. et. al. Cuidado ao adolescente na atenção primária: discurso dos profissionais sobre o enfoque da integralidade. Rev. Rene, Fortaleza, v.12, n. esp., p.1036–1044, 2011.


Claudia Janayna Carollo — Enfermeira — Dourados/MS