Por um mundo mais interessante

Circule por novas pessoas, novas amizades, novos lugares, novas músicas, novas cores


As pessoas que considero interessantes, invariavelmente, são pessoas interessadas. Interessadas por aquilo que existe, por aquilo que há, por aquilo que são ou podem vir a ser. Interessadas, principalmente, por tudo aquilo que desconhecem.

Como é chata a previsibilidade do “não”. Como é chato estar em companhia de alguém que sempre nega o novo. Que só conhece aquilo que lhe foi imposto. Eu não gosto. Eu os evito. Aprecio a companhia de pessoas pré-dispostas a se debruçar ao inédito, a respirar novos ambientes, dispostas a ressignificar um antigo conceito. Interessante, pra mim, é alguém que busca novos ângulos de uma mesma idéia. Porque sabe que as idéias são esféricas.

Assim como o fogo precisa de oxigênio, sem ventilação nossa áurea some. Aumentemos nossa superfície de contato com o mundo. Circulemos por novas pessoas, novas amizades, novos lugares, novas músicas, novas cores.
Se a novidade é um passo ao desconhecido, ele também é um colorido de possibilidades.

Às vezes, a alegria de algumas pessoas me deprime. Aquela alegria de quem só escuta música antiga, de quem só assiste o mesmo canal de TV, de quem compra o mesmo tipo de roupa, de quem tem medo de jogar coisas velhas no lixo. A repetição dos costumes gera câncer de espírito.

Até que me provem o contrário, interesso-me por todos. Sem exceção. Todos estão dentro de mim. E há um pouco de mim em todos. Interesso-me, sobretudo, por tudo aquilo que pode vir a corromper-me. Qualquer ser humano, minimamente interessante, deveria saber que aquilo que à primeira vista não o interessa deveria ser — imediatamente — a primeira coisa que lhe gera curiosidade.


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