Quando há divergências em relação a quem está certo (se é que alguém está).

Tive grandes e graves problemas de relacionamento com dois antigos colegas, ambos em 2013: o primeiro foi com um ex-usuário de Belo Horizonte (um escriturário e músico), já o segundo foi com uma ex-organizadora de eventos de anime daqui da capital (uma artista plástica e escritora). O primeiro me pediu para não mandar mais e-mails com desenhos a ele, por favor e eu continuei mandando não e-mails com desenhos, mas sim com livros e pinturas. Até que, em dado momento, ele me disse que não queria mais receber e-mails de desenhos meus, logo no título e me falando coisas como: “Você posta textos enormes!” (sou escritor e gosto de escrever bastante, mas ele não era obrigado nem a ler, nem a clicar em responder em enviar), “Teu desenho é de criança!” (o fato de parecer que é não significa que seja, nem eu faço propaganda enganosa de meu produto) e “A gente pede para você não mandar mais e você continua mandando!” (ele foi o primeiro a pedir, só que nem foram tantos assim os que me pediram para ele achar terem sido a grande maioria).

Eu então, sem pensar no que estaria fazendo, afirmei que esse cara é preguiçoso, ele ficou tão irritado que me bloqueou lá no Orkut logo de cara. Cheguei a comentar com ele que minhas pinturas não são desenhos, e-mail este que ele não respondeu, mas respondeu quando pedi para ele não me responder se ainda estivesse irritado e ainda estava. Depois disso, passou-se um tempo e dei os parabéns atrasados (um dia de atraso) por fazer anos, desculpei-me, expliquei que não foi por mal e justifiquei que só estava divulgando meu trabalho. Isso foi por e-mail, pela rede social é que não poderia ser de fato.

Até que ele aceitou de boa, só que, depois, ele leu o que escrevi em um extinto blog do Blogger meu sobre eu ter enviado aquele e-mail dele cheio de reclamações a dois amigos meus (um deles também do Yahoo! Respostas), que ambos leram e que me confirmaram a grosseria. Ele ficou tão furioso, indignado e revoltado que veio me reclamar em público, e, ainda, trocou seu sobrenome (artístico por sinal) pela inicial no Blogger e Skype (sim, havia adicionado-no ao mensageiro instantâneo). Depois disso, passei a achar que esse cara é alguém desocupado, doente, idiota, maluco e psicopata, para, além de ficar se fuçando na internet, ainda delirar e surtar por bem pouco ou nada afinal.

Já a segunda me disse que poderia me passar o celular dela se não o tivessem roubado e que poderia vir a minha festa de aniversário, fui cobrando dela e ela, além de vir me dizer que o celular dela é só para os amigos do convívio dela, também me disse que não estava a fim de vir a minha festa de aniversário e que não viu necessidade em me explicar os motivos. Expliquei a ela que o celular seria muito útil para o caso de não vê-la ou reconhecê-la quando fosse encontrá-la pessoalmente como amiga para podermos conversar um pouco, também que era muito triste saber que os amigos que ela sempre vê são muito mais pessoas para ela do que eu, ainda que por questões de cordialidade e gentileza, ela deveria me avisar, sim que não viria para que eu não a esperasse em vão.

Não imaginei que ela me excluiria do Facebook por isso, e, aliás, nem era para eu tê-la adicionado, o caso foi que não resisti, fora que foi ela mesma quem pediu na descrição do Orkut para os amigos a acharem no Facebook. Se bem que ela mesma também me falou que os únicos amigos dela de verdade são um casal homossexual e sem Facebook. Passado um tempo, ela desativou o perfil dela, pedi ao namorado dela para mandar um abraço a ela e ela reclamou comigo de vez que expus o nome dela em outro extinto blog do Blogger meu, que foi quando a homenageei em uma história em quadrinhos e três livros e o nome dela então foi jogado no blog.

Na época, não achei que ela fosse má, de qualquer forma, enviei um e-mail a ela para reclamar que se ela não gostasse de exposição, não criasse uma tonelada de cadastros em sites e aplicativos, nem saísse na internet, rádio e TV e o tempo todo ainda por cima como artista. Ela não gostou nem um pouco, o tempo foi se passando mais uma vez, ela me enviou outro e-mail reclamando de outra coisa que escrevi, desculpei-me e recobramos o contato por mais um tempo. O caso foi que, infelizmente e realmente, ela achou mais uma postagem minha de um então novo blog do Blogger, também já extinto, e, nesta, peguei super pesado com ela. Ela parou de me responder normalmente por isso e eu, igual a um tolo, tonto e torto, decidi continuar escrevendo a ela, e, até mesmo, para lhe pedir conselhos, dicas e orientações do que quer que fosse.

Ela acabou culminando de vez no fim da amizade quando eu a adicionei ao WhatsApp sem autorização, ela veio me perguntar o que eu queria com ela (falei a verdade e bem óbvia por sinal: a amizade dela), como achei o número dela (falei que fucei e achei em um site), foi nisso que ela me disse que não é obrigada a dar o número dela a quem ela não quer, que sou um “stalker” (perseguidor) e que deveria passar bem. Reclamei a ela por escrito que se ela não quisesse que achassem o número dela, não o colocasse na internet, também que não sei qual a crença dela, nem se ela possui uma, mas que, entre nós, os católicos, não levantamos falso testemunho, não levantamos falso testemunho e não desejamos o mal ao próximo, ainda que só não a denunciaria e processaria legalmente por estar me discriminando, ofendendo e preconceituando para não receber o dinheiro dela, dinheiro este que não pagaria nada do que ela já me fez e ela delirou e surtou de vez.

Minha amiga (obviamente, outra pessoa) me disse que é bem diferente a pessoa aparecer de propósito do que ser exposta sem autorização, foi aí que minha outra amiga me disse que quem não é famoso, não tem que ficar se achando uma verdadeira estrela para reclamar de qualquer coisa que seja. Ainda não sei ao certo qual das duas está correta, só que uma delas deve estar, sim, muito provavelmente e quase que certamente. De qualquer forma, para não criar mais pessoas cruéis e desumanas, não estou mais expondo as pessoas na internet igual fazia. A propósito: essa minha amiga (a que disse que quem não é famoso, não tem que ficar se achando) e outras duas amigas minhas acham que não devo ligar quando fazem postagens maldosas contra mim na internet, que é melhor ignorar, já outra amiga minha me disse devo ligar, sim, já que minha reputação está em jogo. Sinceramente, já nem sei mais o que pensar disso tudo.

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Sávio Christi: Recobrando as memórias atemporais.

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Blog com relatos de minhas fábulas e pérolas mais memoráveis, incluindo situações de naturezas aprazíveis, neutras e desprezíveis.