Quando um conselho bem-intencionado é, também, mal-direcionado.

Bom, minha família materna me deu o conselho de pedir um contrato para fazer personagens baseadas em pessoas reais. Era só o que me faltava: as pessoas me liberam seus direitos de nomes e imagens (gentilmente cedidos por sinal) e eu agora preciso de uma autorização por escrito de cada uma delas (só para que, depois e logo em seguida, elas venham me bloquear e falar mal de mim em público, o que já me aconteceu por sinal e três vezes?)? Mauricio de Sousa e Jim Davis também já criaram personagens baseadas em pessoas reais, minha família então me disse que eles já são ricos e famosos o bastante para poderem pagar advogados. Acontece que, por lei (e não é só no Brasil: isso vale no mundo inteiro), a pessoa só pode desfazer o acordo por escrito se seu nome e imagem forem deturpados ou se não for creditada corretamente, não porque não gosta mais da ideia de ser representada pela outra ou da forma como está sendo representada.

Além disso, eu agora estou pedindo autorização às pessoas certas para fazer suas contrapartes em desenho: um exemplo são as próprias Beatriz, Maria Clara e Michelly da Escola Monteiro Lobato CEMS, já repercutidas em outras duas postagens, incluindo a que veio logo antes dessa. Elas ficaram super felizes de saberem que suas contrapartes (os membros da banda musical as Descoladas: Beatriz (vocal e violão), Maria Clara (bateria) e Michelly (triângulo)) serão as novas colegas de classe da dupla nonsense Albert & Einstein e as novas colegas de profissão da banda musical os Romanoz. E, conforme já comentei antes, também aparecerão “pessoalmente” na história completa Albert & Einstein e Metarfos e Samambaia no Mundo Real. Uma aparição de maior destaque delas será na edição 5 da série de quadrinhos Arigatô aos Amigos do Universo (em estilo mangá), intitulada A Tristeza de um Trio!, onde serão as coestrelas (a sinopse vai na imagem em anexo).

A propósito: da mesma forma que, para fazer personagens baseadas em pessoas reais, não precisa de contrato, vale o mesmo para utilizar as próprias pessoas como elas mesmas ou algumas de suas personagens, bem como para fazer colaborações e parcerias com produções de obras de artes. Conversei com diversos amigos e eles me disseram que, para fazer contrato, é só se um dos dois for um autor ou empresa que, realmente, estiver firmando um acordo mais concreto ou estável com a outra parte, se for para fazer sua biografia ou se houver interesses pessoais no meio da coisa toda e nenhum desses é meu caso.

As pessoas que me cederem seus direitos de nomes e imagens o fizeram na maior camaradagem e sem cobrarem nada por isso, por que então me preocupar? Agora, depois que algumas pessoas se arrependeram de fazer acordo comigo (e eu desisti a bastante contragosto), decidi duas coisas logo de antemão: não fazer mais esse tipo de acordo com pessoas com quem já me desentendi faz mais tempo, nem se tiverem sociedade com outras, que será para, potencialmente e tecnicamente falando, não criar mais desgostos, dissabores e destemperos.

E em tempo: tem um monte de gente que não entende nada de artes, boas maneiras e legislação, vem me dar uma série de duras em público e recebe bastantes curtidas por isso, será que era para ser engraçado, dramático ou triste? Só para poder esclarecer e de uma vez por todas, desenhar pessoas reais e personagens de outros autores e empresas sem autorização só é crime se for com lucro não autorizado, bem como se deturpando os nomes e imagens das pessoas com ou sem lucro. Eu já desenhei, escrevi e pintei bastantes pessoas reais para colocar em obras minhas e lucrar com elas sem autorização, mas não foi com más intenções, já vi que está tudo errado e corrigirei tudo antes de comercializar (até já tive um problema desses ao desenhar o filho da Gueixa do Yahoo! Respostas, sendo que não saiu parecido, não possui o nome do rapaz ou o da mãe, nem lucrei com o desenho).

Divulgação da edição Arigatô aos Amigos do Universo 5 — A Tristeza de um Trio!
)

Written by

Blog com relatos de minhas fábulas e pérolas mais memoráveis, incluindo situações de naturezas aprazíveis, neutras e desprezíveis.

Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade