Alto-mar

Love, Savn
Jul 25, 2017 · 1 min read

As ações couberam nas minhas mãos e são minhas as consequências. Eu não espero que alguém simpatize com elas. Eu apenas preciso lidar com isso.

Arrependo-me; mas isso não me carrega de volta para o passado, só me afoga em lembranças nas quais eu não sei nadar. É que você costumava ser o meu colete salva-vidas; e hoje nós nem nadamos no mesmo mar.

O oceano é imenso, e a água corre, assim como o tempo, mas o teu reflexo ainda mora ali naquela poça ― foi tudo o que restou de nós.

E antes que tu digas que eu fugi bem na hora da tempestade, saibas que fui eu quem a levei para longe. É que eu sou uma placa de metal que atrai todos os raios; e eu não queria que nenhum deles te atingisse.

Mas agora você nada em outro oceano; e tuas águas jamais passarão pela minha ilha novamente; e minhas tempestades não te afetam mais. Então você fica bem, e eu fico só.

Love, Savn

“e eu me rabiscava em ti e te escrevia em mim; pois era assim — e só assim — que a gente podia se ter.”

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