funeral

jaz silencioso o coração sobre o qual se debruças. somam-se amores, dores e flores. efêmero fosse o sofrimento, eterna seria a existência. dá-me de uma vez este adeus, sem volta, sem lenço com perfume. enterra os dedos no meu peito, leva o resto todo, as tripas, a língua e os sonhos. há órgãos variados, putrificando, igual que a alma. ceifa-me a vida, já que me tiraste o gosto, o cheiro e o toque. dá-me paz, deseja-me sorte, traga-me girassóis aos novembros.

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