O Dia da Toalha e a importância da nerdice

25 de Maio está sendo a cada ano, mais famoso. Conhecido como o Dia do Orgulho Nerd pelo “grande público”, mas a gente que é nerd de raiz sabe que, na verdade, é o Dia da Toalha.

Exatos 40 anos atrás, estreava Star Wars, o original, com certeza um dos maiores ícones dessa tal cultura pop e dona de uma legião de fãs, de todas as idades. O filme que criou um estilo, que ensinou ao cinema como misturar arte e diversão, um dos primeiros blockbusters do verão americano.

Outro desses grandes ícones, dessa vez na literatura, é a irreverente Trilogia de Cinco do autor Douglas Adams, iniciada com O Guia do Mochileiro das Galáxias. Nela, as simples toalhas são quase reverenciadas — ganhando uma página inteira em torno delas, tendo entre suas várias utilidades desde secar o rosto a proteger contra uma grande força do mal.

Já deu pra perceber: nada mais nerd do que escolher um dia para homenagear duas grandes e inspiradoras obras, com um nome tão simples e significativo ao mesmo tempo.

A long time ago in a galaxy far, far way…

Eu sempre fui nerd.

Aprendi a ler aos 4 anos de idade, mas o primeiro livro de ficção, que eu me lembre, foi aos 7: Harry Potter e a Câmara Secreta. Daí pra frente, acompanhei e cresci com essa saga.

Me lembro de colecionar tazos e brindes da Elma Chips, dos X-Men, da Liga da Justiça, de Yu-Gi-Oh!, e até de uns heróis novos que eu não conhecia direito, de uma tal de Marvél (leia com o acento no E). Corria pra ligar a TV na hora do almoço, louco para ver Super Choque, a mesma Liga da Justiça, os mesmos X-Men. E a noite, no jantar, era acompanhado do capitão Oliver Tsubasa e dos irmãos Elric.

Fui crescendo e gostar desses filminhos não foi um hábito que desapareceu. Pelo contrário. Quando o primeiro Vingadores estreou no cinema, lá estava eu.

Sou daqueles nerds que, quando gosta de alguma coisa, gosta mesmo, a ponto de deixar de ver outras coisas pra focar em uma só — e isso, pra gente, é um baita sacrifício. Foi assim que vi 10 temporadas de Smallville, 12 de Supernatural, 3 Senhor dos Anéis em Edição Estendida, passei por 10 livros de Percy Jackson e tantas outras coisas. Foi assim que descobri que descobri Star Trek, fui atrás da série clássica.

Já tive minha fase otaku, minha fase sériemaníaca, um bom tempo viciado em literatura e agora tento dividir meu tempo livre consumindo de tudo um pouco. E isso é bom, quer dizer que tem muita coisa boa pra ver e ler.

E o que importa isso tudo, Lucas? — talvez você se pergunte.

Cara, ser nerd é muito mais que usar óculos e ser o inteligente da turma. É mais do que se fantasiar de um personagem de um filme qualquer. E nem sempre foi uma coisa cool.

Ser nerd é conhecer um milhão de personagens diferentes, tratá-los como pessoas de verdade, comemorar e chorar a cada acontecimento.

É conhecer a geografia de uma Terra diferente em todas as pontas, é decorar nome de planetas que nem existem, é saber a data estelar da explosão de Romulus. Por qual motivo? É extremamente divertido, cara.

Pra mim, ser nerd é escapar dessa realidade, desses problemas. Mas não pra se esconder, mas para aprender a viver num mundo real.

Entre diversão, escapismo e lição de vida, a nerdice pode fazer a diferença na vida de alguém. Pode trazer uma nova esperança, pode levar a terras desconhecidas. Abre a cabeça pra muita coisa. É daquelas coisas difíceis de explicar, se você nunca viveu.

Mas olha, ainda dá tempo de sobre. Nunca a gente teve tantos filmes, séries, livros e jogos e mais um catatau de coisa sendo produzida. Todo mês tem coisa nova, pra todos os gostos, de todos os gêneros.

Vai lá, dá uma chance. Pelo menos de uma coisa você vai gostar, tenho certeza.

Nunca houve uma época tão boa pra ser nerd.

Até mais, e obrigado pelos peixes.

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