Queria escrever uma crônica boa e envolvente. Talvez sobre a vizinha maconheira ou sobre a síndica chata do condomínio, mas são todos tão clichês...

E me peguei pensando: quem disse que o clichê não é bom?

A gente gosta daquilo que é comum e temos até uma aversãozinha ao diferente. A gente gosta de um beijo de novela, de uma cartinha com palavras bonitas, de um elogio, um sussurro no ouvido e ganhar chocolate!

Gostamos daquilo que se repete, somos comuns, somos clichês que nascem, crescem, reproduzem mas não morrem.