Estereótipos

Existem diversos estilos musicais e são os mais variados possíveis, será que um melhor que o outro? Claro que sim, no ponto de vista de cada um. O que se vê por aí é que muitos se apegam ao fanatismo ou até o próprio preconceito existente com certos estilos. As pessoas costumam rotular tudo e com a música não é diferente. Qual o intuito da música? Apenas diversão? Definição a que tribo pertenço? Ou um estereótipo de mim mesmo, pelo simples fato de ouvir certo tipo de música. Seja lá qual for, é apenas música, não é religião, ideologia, apesar de alguns acreditarem por aí que seja. O ser humano é incrível e acredita em cada uma, mas é isso, a música é feita para ser ouvida, sentida e não compreendida. Digo isso porque, vai me dizer que na época que não existia o Google tradutor ou o site Vagalume você entendia tudo o que a letra em inglês dizia? Simplesmente gostava e às vezes até se decepcionava quando descobria a tradução. A melhor música é aquela que te faz bem ou te faz lembrar momentos da sua vida sejam bons ou ruins e aí é com você brother.

No Brasil sempre tem o “hit do verão” e normalmente é aquela música que tem o refrão fácil e que gruda na mente. A massa adora, aprende a coreografia e sabe cantar de cór, mas os críticos e os adeptos a outros estilos que não fazem parte da cena popular brasileira enchem a boca para dizer que o povo por gostar desse tipo de música não possui cultura, tem baixa escolaridade e tudo mais, até pode ser, mas toda generalização é perigosa, conheço muita gente com nível superior e com um grau de conhecimento elevado que aprecia esse estilo musical marginalizado pelos que dizem superiores por gostarem daquele som X ou Y. A questão em jogo é, será que podemos definir alguém pelo gosto musical? Acho que não, até concordo que hoje em dia está muito fácil alcançar a fama com uma rima que não necessite muita criatividade e a qualidade talvez ficasse comprometida, mas os tempos são outros e a democracia também passa pela música, não se faz necessário atacar o artista ou a música do “ciclano”, simplesmente não ouça e respeite o gosto dos outros.

Vários estilos já foram e são discriminados pela sociedade, mas atualmente com a internet estão disseminados por aí e o espaço é dado para todos. O sertanejo num passado não muito distante já foi vítima de muito preconceito e até hoje carrega estigmas daquela época, mas a balada da moda atual vem com a vertente do sertanejo, onde você encontra a “galera” do momento, exemplo disso é São Paulo que possui várias casas noturnas sertanejas e que “bombam”. Tem o funk que ainda é bastante discriminado em todos os lugares, mas pense é cultural do Brasil e tem uns que ficam comparando ao funk americano que nada tem a ver com o daqui, o tal funk carioca tem mais a ver com o rap outro estilo marginalizado por relatar a dura realidade da periferia e por supostamente fazer apologia as drogas, sexo e violência. Isso vem mudando não sei se para o bem ou para o mal, se você notar as letras dos novos artistas principalmente do rap falam sobre o cotidiano, luta, conquista de um lugar ao sol e estão na moda também. Tem muita coisa ruim mesmo por aí, mas é questão de gosto. O funk possui várias vertentes e na crista da onda está o famigerado funk ostentação que sinceramente não tenho uma opinião formada, só acho que é melhor ter isso do que mais garotos ou garotas no tráfico de drogas, lembrem se que no ambiente em que vivem essa é uma das únicas opções e não me venham com o discurso do politicamente correto que o certo seria estudarem para tentarem chegar a algum lugar, poderia ser, mas não é até porque eles não enxergam por este lado e querem o caminho mais rápido e mais “fácil”. Se parar para pensar já é um grande ganho se não caírem no mundo do crime. Não sei se é o certo, mas é um caminho.

A música seja qual for o estilo é necessária para todos, porque tem as que acalmam, as que divertem, fazem você viajar, pensar e até refletir. Música é vida, serve para ser ouvida e se é boa ou ruim cada um define de acordo com o seu gosto e ninguém é obrigado a gostar do mesmo tipo de música que você e também não é menos inteligente, possui um nível cultural abaixo do que você prega ser o correto. As pessoas normalmente têm dificuldade em se abrir para o novo por carregarem pré-conceitos bem ou mal formados na mente. Você que é do rock, samba, hip-hop, reggae, pop, axé, funk, sertanejo, eletrônico e etc, liberte-se dos paradigmas e deixe conhecer o desconhecido, aquela questão que você já deve ter ouvido de alguém dizer quando é perguntado qual o estilo musical preferido? E a resposta é eclética, pois é todos nós temos os gostos e opiniões sobre tudo e muitas vezes por puro preconceito denegrimos tal melodia sem conhecer. Não sou juiz e nem muito menos produtor musical para julgar o que é o mais correto, apenas acredito que se abrir para o novo é a melhor forma de se livrar daquilo que você ouviu falar de uma música ou estilo musical. Acima de tudo, a sociedade e a mídia querem que você goste daquilo que mais vende e o resultado final não passa de um mero capitalismo barato para definir a onda do momento, mas nunca desvinculando se dos estereótipos.

Escrito por Carlos Riverdi

24/07/2013

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