(O) Primeiro de tudo

É complicado estabelecer metas. Pra ser bem sincero, o difícil não é estabelecer, é seguir. Ao traçar uma meta, subentende-se que você pretende buscar algo que não está no seu cotidiano, algo que você vai ter que se esforçar pra inserir no seu contexto de vivência.

Minha “experiência” (se é que posso chamar assim) com metas é como um liquidificador que está prestes a bater um suco de todas as frutas possíveis: doces, azedas, pequenas, grandes, com casca, sem casca. Falo isso por ter a noção de que algumas coisas deram certo, outras nem tanto e outras…bem, talvez essas se perderam e nem eu as consegui encontrar.

Ter um espaço pra escrever sobre o que eu sentisse vontade de falar foi uma das minhas metas pra 2015 (sim, em 31 de Dezembro de 2014 eu estava com um caderninho fazendo um balanço geral da minha vida naquele ano). Eu sentia que precisava de algo assim. Algo que eu queria viver a partir de um dualismo: a liberdade e a necessidade.

Esse dualismo, que pra você pode parecer completa loucura, faz muito sentido pra mim. É algo que fica num plano saudável da coisa, no plano em que a obrigatoriedade e o metodismo não são tão bem-vindos.

Esse espaço não é construído a partir de regras, mas sim impressões.