Como todos os anos, a ginecologista me passou aquela lista de ‘exames de rotina’ e, apesar da grande preguiça e de quase desistir, resolvi fazer. Mas, questionando a real necessidade de me submeter a esses exames com essa frequência, escolhi apenas 2 exames da lista de 5. Colposcopia e Ultrassom Transvaginal.

Bom, nenhuma mulher gosta de fazer esses exames. Mas são necessários — vocês sabem…

Ao chegar no laboratório, fiz a ficha e depois de uma espera, fui chamada. A enfermeira me levou até uma sala e ao abrir a porta, a primeira surpresa: lá dentro, várias mulheres de avental esperando para fazer exames. Pediu que eu tirasse minha roupa, colocasse o avental e aguardasse ser chamada.

O ar condicionado gelava aquela sala depressiva pintada em tons de bege… eu saí da cortininha onde me troquei, parei — olhando aquelas mulheres — e me perguntei : “O que eu estou fazendo aqui?”

Senti uma vontade de colocar minha roupa de novo e ir embora dali. E, claro, controlei meu impulso — o que me fez ficar com ele entalado no meu peito. ‘Engoli o choro’ e sentei para esperar minha vez.

Cada vez que a porta abria, uma enfermeira chamava o nome da próxima vítima e logo ia dizendo alto e claro qual era o exame que ela ia fazer… A pessoa saía meio sem jeito. Ninguém estava confortável ali!

Chegou minha vez. Com frio fui até outra sala no final do corredor, deitei na cadeira, a médica colocou o espéculo e fez o exame de uma maneira tão bruta que fiquei 2 dias sentindo dores. Menos de 2 minutos depois, ela me entregou um absorvente e pediu que eu colocasse a calcinha na outra sala — a mensagem que captei foi: “saia logo daqui.”

Voltei pelo corredor me sentindo invadida, desprotegida, vulnerável… Eu não queria que ninguém tivesse que passar por isso… :(