Procurando o próximo momento de prazer. O motor principal da busca desenfreada moderna. Nunca estamos satisfeitos. O prazer míngua, desaparece, fica o vazio.
Um fantasma urbano olhando por uma janela. Sem foco em nada. Parece concentrando em alguma visão, sem dormir, nunca sabe de nada.
É preciso quebrar essa janela pra ser. Segurar em alguma coisa. Tem tantas coisas pra se dizer, mas ninguém ao menos vê.
Então eu quebrei a janela querendo ser mais. E eu podia ser. Seria do meu jeito agora.
Depois da janela quebrada, um caleidoscópio colorido surge na minha frente. Agora talvez eu pudesse deixar de ser um fantasma remoendo o passado. Basta viver.

