Porque eu não posso te esquecer

Eu sofri.

Ah… Como sofri.

Chorei dias e dias, tentando dormir e uma dor despertada no lado esquerdo do peito.

“Estresse”, diria o diagnóstico. Paixão, diria eu.

Você pensou que poderia reverter, me machucar menos, fazer com que meu sentimento mudasse de uma hora para a outra.

Queria poder te mostrar que seria o melhor, mas não mandamos no coração. Quem dirá na razão.

Ah, essa última… Doce e vil ao mesmo tempo. Como achei que a controlava, enquanto a malícia ainda perpetuava em sua mente. Coitado de mim, me apaixonando sozinho.

Se eu tivesse lido todos os movimentos corretamente, talvez eu não teria sentido o concreto no meu rosto. Frio e áspero. Todas as estrelas me apontaram, e, por pura paixão, eu silenciei as dúvidas.

Apontei para o que seria amor um dia, e remei. Mesmo com todas as ondas e tempestades. Quando cheguei em terra, descobri que meus esforços tinham sido em vão. Agora, vago pelo mar, sem rumo, pensando em matar o que me mata.

Passei a pular em outros barcos, e me sentindo mais peixe que humano. Pronto para saborearem a carne, descartando minhas espinhas, o que me sustenta. Afinal, quem quer quem você realmente é? Ou, para ser mais objetivo: Quem realmente liga para quem você é?

Apesar disso tudo, eu não posso te esquecer.

Se eu esquecer o que aconteceu, nunca teria consciência de que minhas espinhas valem mais do que minha carne.

É um novo dia, uma nova vida. — Reboggly
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