versão beta

Há mais ou menos uns cinco anos eu “morria” pelas ruas de uma cidade do interior na tentativa de acompanhar meu ex-sogro (meio maratonista) em uma corrida matinal. 3km. Foi isso que corri e quase morri…tive que voltar andando estes 3km para casa.

De lá para cá eu corri inúmeras provas, alguns duathlons e mais recentemente entrei para o triathlon de montanha.

Confesso que no começo o que me motivava a correr era o fato de querer ter algo em comum com ele, para conversar e trocar ideias.

Mas, gradativamente, esta motivação foi se transformando. Não queria só “ter assunto”. Não queria “só” correr 5km, 10km, etc…eu queria melhorar os meus 5km, minhas meia-maratonas, meus tempos na bike, na natação (que by the way, precisam melhorar MUITO). O objetivo final, as distâncias, eram secundários. O foco era 100% no processo. Na técnica.

Na verdade, não era. É.

Priorizar o processo e trabalhar as suas técnicas, significa que você nunca está satisfeito. Sempre tem espaço para melhorar.

Às vezes vai doer. Muitas vezes você vai pensar em desistir no meio de um treino. Não é fácil. Mas quando você percebe o quanto evoluiu, não existe sensação igual. Só quem já viveu, sabe do que eu estou falando.

Afinal, não corre melhor quem corre mais longe, mas sim, quem corre mais rápido. Quem tem a melhor técnica para completar X distância no menor tempo possível. Ou vai falar que o Usain Bolt treina menos que você, só por que ele corre “apenas” 200m?

A vantagem de nunca ser uma versão final sua, é que você tem a oportunidade de evoluir sempre.

Não só no esporte, mas na vida.

Não seja final, seja sempre a sua versão beta.

Sergio De F. Terçarolli

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