5 passos para a mudança

Mudar padrões nem sempre é uma tarefa fácil. Exige dedicação e esforço até que se vire um novo hábito. Neste artigo vamos falar sobre cinco passos que, tendo consciência deles e tornando-os presentes em nosso dia a dia, as mudanças podem ser potencializadas.

Para começar, gostaria de trazer a seguinte afirmação:

– O MAPA NÃO É O TERRITÓRIO!

Antes da explicação, que tal uma pequena história?

Um policial estava na viatura com seu cão policial quando percebeu um garotinho olhando fixamente para eles. O menino perguntou se aquilo era um cachorro na viatura. O policial confirmou que o outro ocupante era, de fato, um cão. O menininho ficou extremamente intrigado e perguntou: “O que foi que ele fez para ser preso?”.

A afirmação de que o mapa não é o território foi publicada em Science and Sanity, em 1933, por Alfred Korzybski, um conde polaco que era matemático. Para ele, nós experimentamos o mundo através dos sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) e o território.

Você, então, pega um fenômeno externo e faz uma representação interna disso dentro do seu cérebro, um mapa interno.

Este mapa interno você cria a partir do mundo externo, formado pelas suas percepções, que nunca é uma réplica exata. Em outras palavras, o que está do lado de fora pode não ser a mesma coisa que está na sua mente.

Vamos fazer uma experiência para internalizarmos este conceito?

Imagine um Iphone 6, um celular de última geração, com mil e uma funcionalidades. Ele não só faz ligação, mas também acessa a internet, abre documentos do office, sincroniza com e-mails corporativos, dispões de milhares de aplicativos, para todos os gostos, faz videoconferência, tira fotos, faz filmagens e muito mais. Poderíamos ficar aqui um bom tempo descrevendo a ficha técnica do aparelho.

Bem, acabamos de ver as funcionalidades do aparelho, não é verdade? Aquilo que o fabricante diz que ele faz. As especificações técnicas do produto. Analogamente, este é o território. Ele existe por si só. Independente de nossa percepção, o Iphone está ali, esperando para ser comprado.

E quanto ao mapa? Acredito que já tenham percebido, não? O mapa é o que este Iphone representa para nós. Apesar de todas as funcionalidades que oferece, para uns pode ser um simples telefone que só faz ligação, para os entusiastas de tecnologia pode ser um sonho de consumo e uma necessidade, para outros uma ferramenta de trabalho. O que o território representa, para nós, de acordo com nossas crenças e valores, nossa história, é o mapa que criamos.

Acredito que amadurecemos o suficiente para iniciar nossa reflexão, não? A mudança começa a partir de agora. Permita-se descobrir o mapa que faz sentido para você caminhar no território que a vida apresenta.

Uma boa prática para caminharmos durante a vida é buscar sinergia entre nossas crenças e valores e nossas atitudes. Precisamos ter muito claro aquilo que nos norteia e, certamente, em que direção e até onde vai o nosso destino. Afinal…

Para quem não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

O primeiro passo, portanto, para definirmos os nossos mapas, é o CONHECIMENTO. Nos conhecermos cada dia mais. Entendermos aquilo que nos move, as nossas limitações, nossas forças e também os recursos que dispomos. Consciência é a palavra chave.

A consciência nos traz a possibilidade de um profundo conhecimento de nós mesmos.

O segundo passo é o RESPEITO. Respeitar as opções do próximo. Entender que o nosso mapa é totalmente diferente do mapa do outro. Não há como obrigarmos alguém a viver conforme o que acreditamos ser o certo. Cada pessoa traz consigo uma história, e esta não pode ser ignorada.

Onde habita o respeito habita também o entendimento necessário para que ninguém se diminua para que o outro cresça. No mundo há espaço para todos.

O terceiro passo é a EMPATIA. Permitir-se colocar no lugar do outro e passar a conhecer aquilo que ele sente. Entender aquilo que motiva o próximo. Perceba que, no fundo, todos temos uma intenção positiva por trás de nossas ações. Por mais que os meios pareçam errados aos nossos olhos, talvez tenha sido a única alternativa que a pessoa encontrou naquele momento.

Lembre-se, mais do que nunca: o mapa não é o território. Aquilo que imaginamos nada mais é do que uma realidade criada por nós. Permita-se conhecer a realidade do outro antes de julgar a partir da sua.

O quarto passo é a ACEITAÇÃO. Aceitar nossas limitações e também as do próximo. Mas também aceitar que somos bons e que temos valor. Muitas vezes a falta de aceitação de nossas qualidades se mascara por uma falsa humildade. E me vem muito forte a oração da serenidade.

Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras.

O quinto passo é a PERMISSÃO. Permitir-se moldar ao que está ao nosso redor. Permitir-se ser afetado, somente o suficiente, por tudo aquilo que acontece. Não é errado, de modo algum, ficarmos bravos com algo que vai contra nossas crenças e valores, tampouco tristes ou contentes.

Eu me permito ser modificado pelo que me acontece, mas eu me recuso a ser reduzido somente a isto.

E agora tudo começa a fazer mais sentido.

Aprendemos que o território é a realidade nua e crua, distante de nosso julgamento. E que o mapa é o julgamento que fazemos, de acordo com nossas crenças e valores, para aquele determinado território. E também vimos cinco passos para caminharmos no território da vida. Conhecimento, respeito, empatia, aceitação e permissão. Vamos fazer um fechamento legal e correlacionar tudo isso?

O conhecimento gera em nós a segurança do aprendizado para seguirmos em frente. Quanto mais nos conhecemos, conhecemos nosso mapa e também nosso território, mais alimentamos nosso intelecto com informações primordiais para nosso crescimento como indivíduo.

Passando pelo respeito, começamos a perceber que há muitos mapas diferentes para o mesmo território. Respeitar a si mesmo, as próprias limitações e respeitar à individualidade do próximo nos permite moldarmo-nos, diariamente, às mudanças e aprendermos cada dia mais.

Tenha sempre empatia e permita-se conhecer outros mapas. Conheça a realidade do outro e sinta o vínculo criado quando os mapas estiverem de frente. Quando começarmos a enxergar as coisas também pela ótica do próximo tudo começa a ficar mais claro.

A aceitação é a certeza de que tudo que acontece é apenas o território. Podemos nos permitir moldar nosso mapa e ter uma visão positiva das coisas. Tudo que vier, é bem vindo. Se for bom, deixa que vem, deixa que fica. Se for ruim, deixa que vem, deixa que vai

A permissão é o fechamento. De nada valeria todos os esforços se, internamente, não nos permitíssemos tudo isto que vimos aqui. Permita-se ser tocado e moldado, o suficiente, por tudo. Permita-se ser você, acima de tudo. Permita-se ter experiências e vivenciá-las. Terá um conhecimento cada vez maior de si mesmo e engrandecerá seu ser.

Que, após esta leitura, os territórios estejam mais claros e os mapas os guiem até seus objetivos.

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