Brasileiro: Povo fetichista.

Os brasileiros, como de hábito, devido, entre outras razões, à sua deficiente formação literária e intelectual, pensam por rótulos, por lugares-comuns, e não dedicam-se ao estudo dos assuntos que estão a tratar, seja numa conversa descontraída, seja num debate via Facebook. São fetichistas. Fitam as palavras como se elas fossem apenas desenhos num papel impresso, e num papel mental, desprovidas de substância, e as repetem, irrefletidamente, sem se perguntarem se elas embutem algum significado.

Dou exemplos:

1) Muitas pessoas que condenam o socialismo defendem políticas socialistas, tais como programas sociais subsidiados com dinheiro público (dentre eles o Bolsa Família, do Governo Federal, e o Bom Prato, do Governo do Estado de São Paulo), sem perceberem que o fazem. Então, pergunta-se: Tais pessoas sabem o que a palavra socialismo significa (e o que o socialismo é)? Ora, elas não podem condenar o socialismo ao mesmo tempo que defendem políticas socialistas.

2) Muitas pessoas que defendem o capitalismo censuram os empresários por auferirem lucros com as suas atividades empreendedoriais sem atentarem para um detalhe: é o lucro que conserva os empreendimentos e permite novos investimentos, e, consequentemente, o aumento da riqueza de uma sociedade. Então, pergunta-se: Tais pessoas sabem o que a palavra capitalismo significa (e o que o capitalismo é)? Ora, elas não podem defender o capitalismo ao mesmo tempo que condenam um dos fatores, o lucro, que o permite funcionar.

Dei apenas dois exemplos. E há inúmeros outros que podem ser adicionados à lista.