Uma final que muito significou.

Quarta-feira. Dia 25 de Maio de 2017. Hoje, definitivamente, o futebol nordestino atinge outro patamar.

Essa noite, na Arena Fonte Nova, Bahia e Sport, os dois maiores do Nordeste na atualidade, se enfrentaram pela final da Copa do Nordeste (em um jogão, por sinal; e não foi por acaso).

Digo que não foi por acaso porque Sport e Bahia trabalharam muito para estar ali. Tenho certa propriedade para afirmar isso porque eu, torcedor do Fortaleza, vi de perto meu time enfrentar na década passada esses 2 em pé de igualdade, senão com certa superioridade. Esses dois eram apenas mais 2 de um futebol falido; e depois de se encontrarem no fundo do poço, no caso do Bahia e oscilar muito, no caso do Sport, hoje as duas equipes podem ser consideradas enormes, como foram em outros tempos.

Bahia em 2014 foi rebaixado para a Série B do Brasileiro e a partir daí houve um excelente processo de reconstrução do clube. Um presidente muito novo (com 32 anos ao momento da eleição) que quer trazer para o futebol nacional um novo conceito assumiu o clube e deu início à essa alavancada. Marcelo Santana, jornalista com experiência em Marketing e Gestão Esportiva teve, diversas vezes, que travar embates com cartolas mais antigos no clube e foi altamente criticado pela sua maneira inovadora, pelo menos para o entendimento popular do brasileiro, de fazer futebol. Agora está aí Marcelo Santana: presidente do time que está de volta à Série A, campeão da Copa do Nordeste e fazendo partidas memoráveis à nível nacional. Altíssima folha salarial toda em dia, grandes investimentos no CT e dívidas trabalhistas reduzidas em 80 milhões, aproximadamente.

No caso do Sport, o acesso para a Série A no ano de 2013 e a manutenção do clube na divisão de elite do futebol brasileiro nos anos seguintes, despertou nos pernambucanos novas metas a serem alcançadas. Em 2014 foi o campeão da Copa do Nordeste, em 2015 foi o sexto colocado na Série A e em 2016 conseguiu, novamente, se manter na primeira e ter um jogador convocado para a Seleção Brasileira; belo trabalho na categoria de base tendo, no seu elenco, uma gama de jogadores formados pelo próprio clube.

Hoje, definitivamente, o futebol nordestino atinge outro patamar.

Hoje, temos 2 representantes na Série A que podem muito bem chegar em uma libertadores. Meu amor pelo Nordeste hoje me faz vibrar ao ver essa final. Pouco importa o campeão, o que importa mesmo é ver esses dois voltando a serem gigantes. Que sirvam de exemplo! Em um país onde a administração pública é horrivel, é de grande admiração ver times crescendo dessa maneira, ainda mais nordestinos, com torcedores pobres e, muitas vezes, rebaixados por um Governo que não os dá a oportunidade de crescer. Eis aí o segredo: planejamento e força de vontade. Lembremos sempre: somos capazes de muito mais.

Parabéns, Sport e Bahia.

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